A isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para salários de até R$ 5 mil deve injetar R$ 1,7 bilhão por ano na economia do Nordeste. A estimativa é da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste. A medida entra em vigor em janeiro de 2026 e integra a Lei nº 15.250/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na Paraíba, a ampliação da isenção deve elevar a renda disponível em cerca de R$ 6,4 milhões por mês. O valor coloca o estado em posição intermediária no Nordeste. O resultado supera Sergipe e Piauí, mas fica abaixo de Rio Grande do Norte e Maranhão.
Comparação entre estados do Nordeste
A Bahia lidera o impacto mensal, com aproximadamente R$ 40 milhões, seguida por Pernambuco, com quase R$ 27 milhões, e Ceará, com cerca de R$ 20 milhões. Juntos, os três estados concentram mais de 68% do acréscimo mensal regional. Maranhão registra cerca de R$ 11 milhões por mês. Rio Grande do Norte alcança quase R$ 7 milhões. Alagoas e Paraíba aparecem na faixa intermediária. Sergipe e Piauí apresentam os menores volumes, próximos de R$ 5 milhões mensais.
O estudo aponta aumento médio mensal de R$ 126,7 milhões na renda disponível do Nordeste. A Sudene avalia que famílias com maior propensão ao consumo devem movimentar comércio e serviços locais. O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, afirma que a medida fortalece o poder de compra e estimula a economia regional. “A ampliação da isenção cria condições reais para mais trabalhadores movimentarem o comércio e a produção”, analisou.
Comparação com dados nacionais
No cenário nacional, o Governo Federal projeta renúncia fiscal de R$ 25,8 bilhões por ano, beneficiando cerca de 15 milhões de contribuintes. O Nordeste responde por aproximadamente 7% desse total, proporção alinhada ao peso regional no mercado formal. Segundo a Sudene, mesmo abaixo de R$ 2 bilhões anuais, o impacto regional ganha força pelo efeito multiplicador do consumo das famílias. O economista da Sudene, Miguel Vieira, explica que a renda extra pode ampliar gastos básicos e estimular investimentos empresariais. “O consumo adicional incentiva desde a feira mensal até decisões de expansão produtiva”, comentou.
A Sudene organizou vínculos formais por faixas salariais e aplicou valores centrais de renda. A equipe utilizou a calculadora do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos para estimar descontos. O modelo seguiu os critérios da Lei nº 15.270/2025.



