Os sintomas do refluxo gastroesofágico, como queimação no peito, azia frequente e desconforto após as refeições, foram tema do quadro de saúde exibido no programa Manhã TH+, da TH+ SBT Tambaú. O assunto foi abordado com foco em orientação, prevenção e tratamento, diante da alta incidência do problema na população.
Durante a edição, a repórter Thaíse Baracho conversou com o cirurgião do aparelho digestivo Cássio Oliveira, que explicou que episódios isolados de refluxo podem acontecer, mas que a frequência dos sintomas é o principal sinal de alerta. “Um episódio ocasional não caracteriza a doença. Quando a queimação passa a ser constante, ela se torna patológica e precisa de avaliação médica”, explicou o especialista.
Segundo o médico, o refluxo ocorre quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago, provocando a sensação de ardor conhecida tecnicamente como pirose. Entre os sintomas típicos estão a queimação que sobe pelo peito e a regurgitação, quando o alimento ou líquido retorna à boca.
Além disso, o refluxo pode se manifestar por sintomas atípicos, muitas vezes confundidos com outras doenças. Entre eles estão rouquidão, tosse crônica, inflamações na garganta, dor torácica, crises asmáticas e até desconfortos que levam pacientes a procurar emergências acreditando se tratar de um problema cardíaco. “Por isso é fundamental procurar um médico para diferenciar o refluxo de doenças cardiovasculares”, alertou.
O especialista destacou que uma das principais causas do refluxo é a hérnia de hiato, uma alteração anatômica em que a transição entre o esôfago e o estômago fica fora da posição adequada. A condição pode ser agravada por fatores como alimentação inadequada, estresse e hábitos de vida.
Entre os alimentos que mais favorecem o refluxo estão café, chocolate, bebidas alcoólicas, refrigerantes, água com gás, frituras, alimentos gordurosos, condimentos, além de hortelã e menta. A orientação é redobrar os cuidados, especialmente em períodos de festas e confraternizações, quando o consumo desses itens costuma aumentar.
O médico também chamou atenção para sinais considerados mais graves, que exigem investigação imediata, como perda de peso, dificuldade para engolir, sangramentos e anemia. Em casos não tratados, o refluxo pode evoluir para complicações sérias e, em situações específicas, ser considerado uma condição pré-maligna.



