Queimadura solar pode causar lesões graves e exige atenção redobrada no verão

Convidada do programa, a dermatologista Dra. Carla Marsicano explicou que a queimadura solar é, na prática, uma lesão na pele, podendo variar de quadros leves até situações mais graves, com impactos que se acumulam ao longo da vida

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Cuidados no Verão: mal uso do protetor solar pode causar conjuntivite
Foto: Kindel Media/Pexels

A exposição excessiva ao sol vai muito além de uma simples vermelhidão na pele. O tema foi destaque na edição desta quarta-feira (17) do programa Com Você, da TH+ SBT, apresentado por Fernandinha Albuquerque, que chamou a atenção do público para os riscos da queimadura solar, especialmente durante o verão.

Convidada do programa, a dermatologista Dra. Carla Marsicano explicou que a queimadura solar é, na prática, uma lesão na pele, podendo variar de quadros leves até situações mais graves, com impactos que se acumulam ao longo da vida. Segundo a especialista, mesmo queimaduras consideradas de primeiro grau, quando repetidas, podem trazer consequências futuras, como o aumento do risco de câncer de pele.

Durante a conversa, a médica reforçou que o uso do protetor solar deve começar antes da exposição, cerca de 30 minutos antes de sair ao sol, e ser reaplicado a cada duas horas, ou em intervalos menores em caso de suor excessivo ou contato com a água. Além disso, o filtro solar não dispensa outras formas de proteção, como camisas com proteção UV, chapéus, óculos escuros e sombrinhas adequadas, capazes de bloquear a radiação.

A atenção deve ser ainda maior com as crianças, já que os danos provocados pelo sol na infância tendem a se manifestar na vida adulta. “As doenças de pele são plantadas na infância, regadas na adolescência e colhidas mais tarde”, alertou a dermatologista, destacando a responsabilidade dos pais na proteção dos pequenos.

A Dra. Carla também explicou que a ausência de vermelhidão intensa não significa que a pele não sofreu danos. Ardência, desconforto e sensibilidade já caracterizam queimadura. Em casos mais severos, com bolhas, náuseas, vômitos, dor de cabeça ou mal-estar, a orientação é buscar atendimento médico imediato, pois pode haver desidratação e até necessidade de hidratação venosa.

Outro ponto abordado foi o consumo de bebidas alcoólicas, comum durante o lazer na praia, que contribui para a desidratação e agrava os efeitos da exposição solar. A recomendação é priorizar água e manter uma hidratação constante ao longo do dia.

Por fim, a especialista alertou para situações menos conhecidas, como a fitofotodermatose, causada pelo contato da pele com frutas cítricas, especialmente o limão, seguido de exposição ao sol, o que pode resultar em manchas e queimaduras.

A mensagem deixada pelo programa foi clara: proteger a pele é uma questão de saúde, e os cuidados devem ser contínuos, não apenas durante campanhas pontuais, mas ao longo de todo o ano.

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