Gigante de Abu Dhabi negocia compra da GS Inima, dona da Samar

A transação, anunciada em agosto de 2025 e avaliada em US$ 1,2 bilhão (cerca de 1 bilhão de euros), tem conclusão prevista para 2026

Foto: Reprodução | GS Inima Samar

A Samar (Soluções Ambientais de Araçatuba) está prestes a mudar de dono mais uma vez. Sua controladora, a holding GS Inima, está em processo de venda para a TAQA (Abu Dhabi National Energy Company), holding estatal do setor de energia do Emirado de Abu Dhabi. A transação, anunciada em agosto de 2025 e avaliada em US$ 1,2 bilhão (cerca de 1 bilhão de euros), tem conclusão prevista para 2026, pois ainda depende de aprovações regulatórias.

Representantes da TAQA estiveram na Prefeitura de Araçatuba nesta semana, já que é necessária a anuência do município para a transação, conforme prevê o contrato de concessão, a exemplo de quando a Samar foi vendida para a GS Inima pelo Grupo OAS, no ano de 2015.

A aquisição da GS Inima faz parte da estratégia da TAQA para expandir sua plataforma global de água, incorporando os ativos da GS Inima no Brasil, Espanha, México e Oriente Médio. A GS Inima, resultado da compra da espanhola Inima pelo grupo coreano GS, atua há décadas no setor de saneamento em 12 países e 4 continentes.

Impacto

Se a venda da GS Inima se concretizar, a holding TAQA será a terceira dona da concessionária de água e esgoto de Araçatuba. A concessionária pertencia à OAS, que foi vendida para a multinacional sul-coreana GS Inima Brasil, em 2015. Na ocasião, a transação precisou da anuência da Prefeitura, já que trata-se de uma concessionária de água e esgoto com um contrato de longo prazo, de 30 anos, com o município, firmado em 2012.

Há, ainda, questões quanto à fiscalização para a execução do contrato, já que a Agência Reguladora Daea, criada no mesmo ano da concessão, não possui quadro de funcionários efetivos nem fiscais habilitados. A Samar também tem pendências com o município, como a obra de reparo do prolongamento da avenida Joaquim Pompeu de Toledo.

A reportagem enviou e-mail ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, órgão do Ministério da Justiça que regula a concorrência entre monopólios e coíbe abusos econômicas das empresas, para saber se é necessário o seu aval para a conclusão das negociações, mas ainda não obteve resposta.

Este texto será atualizado assim que houver manifestação do Cade.

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