Verão começa com calor intenso e reforça alerta para cuidados com a exposição ao sol

O cenário típico da temporada, marcado por sol forte e mar convidativo, exige atenção redobrada com a saúde, especialmente em relação à exposição excessiva aos raios solares

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Primeiro fim de semana do ano na região deve ter temperaturas elevadas, mas com chuvas durante a tarde e noite
Foto: Reprodução

Com a chegada oficial do verão, a estação mais quente do ano, aumentam as altas temperaturas e a procura por praias, piscinas e atividades ao ar livre. O cenário típico da temporada, marcado por sol forte e mar convidativo, exige atenção redobrada com a saúde, especialmente em relação à exposição excessiva aos raios solares.

De acordo com especialistas, o período entre 10h e 16h concentra a maior incidência de radiação ultravioleta, sendo considerado o horário de maior risco. Apesar do clima favorável ao lazer, a exposição prolongada sem proteção pode trazer danos à pele, incluindo queimaduras solares e aumento do risco de câncer de pele.

A preocupação é ainda maior quando envolve crianças e idosos. Segundo dermatologistas, está comprovado cientificamente que queimaduras solares na infância elevam significativamente as chances de desenvolvimento de câncer de pele na vida adulta. Crianças a partir dos seis meses de idade já podem utilizar protetor solar, enquanto bebês mais novos devem ser protegidos com barreiras físicas, como roupas adequadas e sombra.

Os idosos também fazem parte do grupo mais vulnerável, não apenas pelos efeitos do sol na pele, mas pelo maior risco de desidratação, provocado pela menor ingestão de líquidos associada à exposição solar prolongada.

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apontam que o câncer de pele é o tipo mais incidente no Brasil, com cerca de 200 mil novos casos registrados por ano. Apesar dos números elevados, quando diagnosticada precocemente, a doença apresenta índice de cura superior a 90%.

Entre as principais orientações médicas estão o uso correto do filtro solar, que deve ser aplicado antes da exposição ao sol e reaplicado a cada duas horas, ou sempre após entrar no mar ou na piscina. Atualmente, alguns produtos permitem reaplicação mesmo com a pele molhada, o que facilita o uso em crianças. Além disso, é recomendado o uso de chapéus, bonés, roupas com proteção UV e óculos de sol.

Outras medidas incluem ingestão frequente de água, consumo de frutas ricas em líquidos, banho de água doce após sair do mar ou piscina e a hidratação da pele com cremes ou loções adequadas ao tipo de pele.

Especialistas reforçam que os cuidados devem ser mantidos durante todo o verão, especialmente no período de férias escolares, quando o tempo de exposição ao sol tende a ser maior. A orientação é clara: aproveitar a estação com responsabilidade, priorizando a prevenção e o cuidado com a saúde, para que o lazer não se transforme em risco.

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