MPPB defende manutenção de inconstitucionalidade da lei do Gabarito

O pedido da prefeitura buscava efeito suspensivo até o julgamento final. O MPPB propôs a modulação parcial para casos fora da orla

O pedido da prefeitura buscava efeito suspensivo até o julgamento final. O MPPB propôs a modulação parcial para casos fora da orla
Foto: Divulgação PMJP

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou nesta segunda-feira (22) contrarrazões ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), reafirmando que a Lei de Uso e Ocupação do Solo de João Pessoa é inconstitucional e não deve ter seus efeitos suspensos integralmente. O pedido da prefeitura buscava efeito suspensivo até o julgamento final.

O TJPB declarou a lei incompatível com direitos fundamentais, principalmente o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, e rejeitou a modulação total, citando impactos na orla, como sombreamento da faixa de areia, barreiras de vento e desequilíbrio da fauna e flora.

O MPPB propôs, no entanto, modulação parcial dos efeitos para casos fora da orla, envolvendo processos administrativos de cidadãos de boa-fé, como alvarás, habite-se e certidões de uso do solo. A medida não afeta o artigo 62 da lei, que continua nulo, garantindo a proteção ambiental e ao mesmo tempo segurança jurídica para quem não prejudica o ecossistema costeiro.

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