Janeiro e fevereiro são meses de pausa no calendário, mas não na escuta. Enquanto o Vozes da Vez, programa que apresento todo domingo, às 20h, na rede de rádios NOVABRASIL, se prepara para voltar com entrevistas inéditas no dia 1º de março, eu convido você a revisitar alguns dos encontros mais marcantes da temporada 2025. É tempo de ouvir com calma, de redescobrir ideias, histórias e canções — e de entender por que essas vozes seguem ecoando.
Durante todos os domingos desses dois meses, estamos reexibindo os melhores momentos de entrevistas que ajudaram a traduzir o Brasil contemporâneo, em conversas profundas, sensíveis e cheias de repertório. Todo domingo, sempre às 20h, eu estou no seu radinho com uma programação musical incrível e trechinhos de entrevistas que valem uma nova audição. Abaixo, reuni 14 entrevistas que valem — muito — a maratona.
Seu Jorge
Uma conversa potente sobre arte, sobrevivência, sucesso e responsabilidade. Seu Jorge fala de trajetória, identidade, mercado, espiritualidade e da criação como forma de estrutura — não só de expressão. Além de me contar tudo sobre seu lançamento mais recente, o álbum “Baile a la baiana”.
Cícero
Intimista e reflexivo, o cantor e compositor carioca Cícero discute processos criativos, silêncio, canção e o tempo necessário para amadurecer ideias. Uma entrevista com mais pausas do que falas, sobre escuta e profundidade. Em 2025, Cícero lançou o álbum “Uma Onda em Pedaços” e o papo também gira em torno desse lançamento.
Liniker
Uma das conversas mais emocionais da temporada. Liniker fala sobre o premiado álbum CAJU, e também sobre corpo, voz, amor, afeto e a construção de uma obra que dialoga com liberdade, beleza e pertencimento.
Céu
Entre o experimental e o popular, Céu reflete sobre liberdade criativa, estética, carreira internacional e o papel da mulher na música brasileira contemporânea. E sobre os motivos que a levaram a rodar o país celebrando os 20 anos de lançamento de seu primeiro álbum homônimo.
Michel Alcoforado
Um olhar afiado sobre comportamento, cultura e sociedade. O antropólogo mais hypado do ano, Michel Alcoforado nos ajuda a entender o Brasil de agora, conectando consumo, afetos, redes, classes sociais e identidade. Seu livro “Coisa de Rico” virou best seller e esta conversa fala sobre os endinheirados brasileiros de forma didática e pouco institucional.
Marina Sena
Espontânea e intensa, Marina Sena é um dos nomes da música brasileira contemporânea mais interessante. Neste papo falamos sobre desejo, palco, criação, representatividade, posicionamentos políticos e o impacto de se tornar uma das vozes mais populares da sua geração sem perder autenticidade.
Ana Paula Araújo
Uma entrevista forte e necessária sobre a escalada da violência doméstica no Brasil. A jornalismo lançou o livro “Agressão” e jogou luz aos altos índices de violência doméstica relacionada ao gênero feminino em todas as classes sociais. A conversa com a jornalista também fala sobre ética, escuta e responsabilidade social. Um diálogo que ultrapassa a TV, o rádio e entra na vida real.
Lenine
Lenine lançou um disco novo e isso é motivo de celebração. Nesta entrevista afetuosa e afetiva, o artista pernambucano fala de EITA, tempo, tecnologia e Brasil contemporâneo com a lucidez de quem observa o mundo em constante transformação com os olhos atentos. Uma aula em forma de conversa.
Arnaldo Antunes
Entre poesia, palavra e som, Arnaldo discute linguagem, criação, política, ruídos e sensibilidade em seu novo disco “Novo Mundo”. Uma entrevista que passeia pela obra monumental de um artista que transita como poucos entre o pop e o experimental.
Adriana Calcanhotto (Partimpim)
A cantora gaúcha reflete sobre seus múltiplos personagens, a relação com a infância, a canção e a liberdade de transitar entre universos criativos. Nesta conversa, Adriana Calcanhotto fala sobre o projeto Partimpim, seu alter ego que produz canções para crianças de todas as idades.
Hélio Flanders (Vanguart)
O vocalista da Vanguart fala sobre estrada, introspecção, canção e maturidade artística. Hélio fala de permanência e transformação com delicadeza e, também sobre o novo trabalho de sua banda, o álbum “Estação Liberdade”.
BNegão
Cultura, política, música negra, dança, corpo e futuro. BNegão, uma das mentes mais brilhantes da música contemporânea brasileira, traz reflexões afiadas sobre arte como ferramenta de consciência e movimento.
Joyce Moreno
Uma celebração da canção brasileira. Joyce fala de longevidade, independência, feminismo e da coragem de seguir criando com identidade. Para quem não acompanhou, Joyce lançou em 2025 um disco pérola, daqueles que nascem clássicos, “O Mar é Mulher”.
Tulipa Ruiz
Uma conversa sobre afeto, leveza e experimentação. Tulipa fala sobre família, criação, delicadeza e o poder político da sensibilidade. Papo bom de se ouvir de novo, de novo e mais uma vez.
Enquanto março não chega com novas entrevistas inéditas, este é o convite: maratonar, revisitar e se deixar atravessar pelas vozes que ajudaram a contar o Brasil em 2025. Porque ouvir de novo também é uma forma de descobrir.



