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Prefeitura implanta atendimento exclusivo à dengue nas UPAs

Com fluxo diferenciado, estratégia amplia segurança no atendimento e mantém baixos os índices da doença em 2026

Foto: Fernando Gonzaga

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, reforçou em 2026 o plano de enfrentamento à dengue com a ampliação do fluxo exclusivo de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O modelo em “Y”, implantado em 2025 para organizar o cuidado de pacientes com suspeita ou confirmação da doença, passa agora por expansão estrutural em diferentes regiões da cidade.

A principal novidade é a instalação de tendas exclusivas para atendimento de dengue nas UPAs Leste e Norte, além da implantação de um contêiner na UPA Oeste e da readequação do espaço interno da UPA Sul, assegurando a separação entre pacientes com sintomas da doença e os demais atendimentos de urgência.

Com a nova estrutura, os pacientes passam por triagem específica e são encaminhados diretamente para salas exclusivas de classificação de risco, permitindo a organização dos casos em quatro grupos conforme a gravidade clínica e garantindo atendimento mais ágil, seguro e resolutivo.

Casos leves recebem orientações e acompanhamento ambulatorial; quadros moderados passam por exames e hidratação; pacientes com sinais de alerta permanecem em observação; e casos graves são encaminhados imediatamente à emergência, com estabilização clínica e regulação para leitos de maior complexidade. O protocolo é padronizado em toda a rede municipal, com fluxos específicos para atendimento adulto e pediátrico.

A estratégia contribui para reduzir o tempo de espera, aumentar a segurança assistencial e fortalecer a integração entre UPAs, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a regulação de leitos hospitalares. De 1º de janeiro até o momento, foram confirmados 10 casos de dengue no município. No mesmo período de janeiro de 2025, Ribeirão Preto registrou 3.695 casos e quatro óbitos pela doença.

Dentro do protocolo assistencial, o teste rápido é realizado em pacientes classificados nos grupos C e D. O Grupo C é composto por casos com sinais de alerta, que recebem hidratação venosa intensiva e permanecem em observação contínua, enquanto o Grupo D reúne os casos graves, encaminhados diretamente à sala vermelha, com monitorização contínua e, quando necessário, transferência para unidades de maior complexidade. A coleta de PCR ocorre em casos de óbito e em amostragens específicas, em parceria com o Hemocentro, para identificação do sorotipo circulante.

Os resultados refletem as ações permanentes de prevenção e controle desenvolvidas pela Vigilância em Saúde ao longo de 2025 e mantidas em 2026, como bloqueio de criadouros, nebulização, visitas domiciliares, fiscalização de pontos estratégicos, arrastões aos fins de semana e implantação de armadilhas para monitoramento do mosquito Aedes aegypti.

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