UEPB implanta catracas com reconhecimento facial e amplia vigilância em Campina Grande

A instituição afirma que o conjunto de ações busca ampliar a prevenção, reduzir riscos e acelerar a resposta a ocorrências dentro do campus

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) iniciou a instalação de catracas eletrônicas com reconhecimento facial em prédios do Câmpus I, em Campina Grande. O novo sistema de controle de acesso está previsto para entrar em operação no retorno das aulas presenciais do semestre 2026.1, em abril, e integra um pacote de medidas para reforçar a segurança universitária.

Nesta fase inicial, as catracas estão sendo instaladas na Central Acadêmica Paulo Freire e no Centro de Ciência e Tecnologia (CCT). Quando o sistema estiver ativo, o acesso a esses prédios ocorrerá exclusivamente por identificação biométrica facial. Até lá, durante o retorno presencial do semestre 2025.2 (fevereiro e março), o acesso permanece livre, com monitoramento por câmeras já em funcionamento.

Vigilância ampliada e monitoramento integrado

A universidade informou que 168 novas câmeras foram instaladas em pontos estratégicos do campus, com monitoramento eletrônico integrado e cooperação com a Polícia Militar, por meio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Parte dos equipamentos utiliza inteligência artificial para detectar situações de risco e acionar automaticamente a segurança.

Na Central Acadêmica Paulo Freire, por exemplo, foram instaladas quatro câmeras por andar, com visão de 360 graus e capacidade equivalente a oito câmeras convencionais cada. Com a expansão, o Câmpus I passa a contar com mais de 600 câmeras.

As medidas ganham relevância após o ataque a tiros ocorrido em abril de 2025 dentro da Central Acadêmica, episódio que resultou em uma morte e deixou feridos, motivando a revisão dos protocolos de segurança.

Cadastro digital e funcionamento do sistema

O cadastramento da biometria facial será feito de forma totalmente digital, pelo Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP). Estudantes e servidores receberão um link individual para envio da fotografia, que deverá seguir padrões de documentos oficiais (fundo branco, imagem atualizada e sem acessórios como óculos ou bonés).

O projeto prevê a instalação de 12 catracas. Segundo a pró-reitoria, o semestre 2025.2 servirá como período de testes e avaliação, com implantação plena a partir de 2026.1. O fluxo de pessoas nos prédios com catracas será acompanhado pelo CICC.

Outras medidas

Além do controle de acesso em prédios acadêmicos, a UEPB já reforçou a segurança em laboratórios com substâncias fiscalizadas e anunciou a instalação de 14 totens de segurança. Também está prevista a fase de testes de botões de pânico, que permitirão contato direto com a segurança da universidade e a Polícia Militar em situações de emergência.

A instituição afirma que o conjunto de ações busca ampliar a prevenção, reduzir riscos e acelerar a resposta a ocorrências dentro do campus.

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