“O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, atingiu a significativa marca de 2 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros, segundo dados mais recentes da Comscore.
O desempenho impressionante ocorre meses após sua estreia em novembro de 2025 e reflete um crescimento consistente do público que se consolidou especialmente depois das indicações ao Oscar 2026. A produção também acumula cerca de R$ 44 milhões em arrecadação nas bilheterias do país, demonstrando que o longa está conquistando amplo interesse do público nacional.
Já antes de bater os 2 milhões, o filme havia registrado uma ascensão notável: após o anúncio das nomeações ao Oscar, sua audiência saltou para 1,7 milhão de espectadores, um sinal claro de que o reconhecimento internacional impulsionou o retorno às salas.
Sucesso além das telas brasileiras
O sucesso de público acompanha também a crítica e a visibilidade internacional. O longa foi indicado a quatro categorias no Oscar 2026, incluindo as principais (Melhor Filme e Melhor Ator para Wagner Moura), e já havia conquistado prêmios importantes como o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama. Essa trajetória de prêmios elevou o perfil da produção e ajudou a transformá-la em um dos maiores destaques do cinema brasileiro contemporâneo.
Além do reconhecimento crítico, “O Agente Secreto” figura como um marco de público para filmes nacionais recentes, sustentando semanas de exibição prolongadas e atraindo espectadores mesmo em fases avançadas de exibição.
Por que o público está indo ao cinema?
O crescimento do público pode ser atribuído a vários fatores: o boca a boca positivo entre os espectadores, a repercussão nas redes sociais e o prestígio conquistado em premiações internacionais deram novo fôlego ao filme. A participação em campanhas como a Semana do Cinema, que oferece ingressos a preços promocionais em muitas cidades brasileiras, também ajudou a ampliar o alcance entre públicos que ainda não tinham assistido ao longa nas salas.
Somado a isso, a forte atuação de Wagner Moura e a abordagem narrativa do filme — ambientada no Brasil dos anos 1970 e combinando thriller político com elementos dramáticos — tornaram a obra um encontro entre cinema de qualidade e narrativa envolvente, incentivando novos públicos a conferir a produção na tela grande.



