João Pessoa aciona Supremo para tentar barrar impactos de decisão sobre LUOS

O pedido foi protocolado nesta quinta-feira (5) e busca suspender o alcance imediato do julgamento estadual

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
O TJPB entendeu que a norma permitia prédios mais altos na orla. A Corte apontou retrocesso ambiental
Foto: Prefeitura de João Pessoa

A Prefeitura de João Pessoa acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar ou ao menos limitar os efeitos da decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) que derrubou, com efeito retroativo, o artigo 62 da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS). O pedido foi protocolado nesta quinta-feira (5) e busca suspender o alcance imediato do julgamento estadual.

O recurso foi distribuído ao ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo, e assinado pelo procurador-geral do município, Bruno Nóbrega, e pelo procurador Sérgio Dantas. No documento, a gestão municipal solicita tanto a suspensão integral da decisão quanto, de forma alternativa, a modulação dos efeitos, para preservar atos administrativos já praticados e reduzir impactos sobre a administração e o setor produtivo.

Segundo a prefeitura, a derrubada do dispositivo legal provocou a paralisação de mais de 220 processos de licenciamento, atingindo inclusive projetos considerados estratégicos, como os previstos para o Polo Turístico do Cabo Branco, que, de acordo com a gestão, têm potencial para gerar milhares de empregos. A avaliação do Executivo municipal é de que a decisão criou um vazio normativo, comprometendo a segurança jurídica e trazendo reflexos diretos para a economia local.

Entre os argumentos apresentados ao STF, a Procuradoria sustenta que a ação que levou ao julgamento no TJPB teria sido proposta por uma autoridade sem legitimidade constitucional. Além disso, ressalta que a norma questionada foi resultado de um processo amplo de debates, que teria incluído mais de 200 eventos públicos desde 2021.

O impasse gira em torno das regras que estabelecem a altura das edificações na orla marítima da capital paraibana, tema que vem alimentando disputas judiciais e incertezas para empreendedores e para o planejamento urbano da cidade.

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