Poeta, contador de histórias e um dos nomes mais originais do rap brasileiro. Danilo Albert Ambrósio mais conhecido como Rincon Sapiência, nascido em 1985, na Cohab 1, Itaquera (SP), transformou rimas em pontes entre a rua, a memória e futuro. Sua carreira começou nos anos 2000, mas foi em 2009, com o single Elegância, que o público começou a notar o seu flow único — mistura de poesia e crítica social. Em 2017, Galanga Livre consolidou sua voz: eleito um dos melhores discos do ano, rendeu prêmios importantes e colocou Rincon no centro do rap nacional.
Com o álbum Mundo Manicongo: Dramas, Danças e Afroreps (2019) @rinconsapiencia mostrou sua evolução como artista e produtor executivo. O disco, lançado pelo seu próprio selo MGoma, mistura batidas eletrônicas, ritmos africanos contemporâneos e referências da periferia brasileira, reforçando a negritude como estética e ferramenta de afirmação cultural. Participações de nomes como Mano Brown, Rael, Gaab e ÀTTØØXXÁ ampliam o diálogo entre rap, pagodão baiano e afrobeat.
Quer mergulhar na obra e entender por que Rincon é tão citado na cena do rap? Aqui vai uma playlist essencial:
- 1. Ponta de Lança – hino de resistência e identidade.
- 2. Afro Rep – celebração do corpo negro em movimento.
- 3. Meu Bloco – rap que encontra o samba e a rua como casa.
- 4. Me Nota (feat. Rael) – ritmo dançante e forte narrativa.
- 5. Linhas de Soco – olhar sobre o jogo de palavras e influências de um MC.
- 6. Ginga (feat. IZA) – fusão de rap e pop com impacto nacional.
- 7. O Céu é o Limite – reflexão e horizonte nas rimas.
Rincon não é só um rapper; é empreendedor cultural, é autoestima coletiva, ele rompe estereótipos, demonstra que inteligência, elegância, dança, prazer e pensamento crítico podem coexistir no mesmo verso.
Do ponto de vista da música com consciência (@cantoraclara), a música de Rincon promove saúde mental e emocional, sua obra oferece algo raro: acolhimento sem vitimização. Há consciência, mas também há leveza. Há denúncia, mas há ritmo. Há história, mas há futuro. Rincon nos convida a existir inteiros, entender quem somos, e isso é a afroestima! Permita-se entrar nesse Universo Manicongo e se prepare para o terceiro álbum intitulado: “Um corpo preto”.



