Um piloto de avião de 60 anos foi preso dentro da aeronave no Aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira (9), suspeito de abusar e aliciar crianças e adolescentes. Ao todo, a Operação Apertem os Cintos cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados e dois de prisão temporária.
O piloto é suspeito de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos. Segundo a polícia, uma mulher de 55 anos que também foi presa, teria recebido pagamento pela “venda” das netas de 10, 12 e 14 anos para o homem.
De acordo com a Polícia, o homem levava as vítimas para o motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma das vítimas comçou a ser abusada com 8 anos e hoje ela já está com 12.
Além de uma avó, uma mulher cedeu sua filha ao criminoso em troca de dinheiro. Segundo a investigação, o homem pagava de R$ 30 a R$ 100 reais, além de também pagar medicamentos, aparelhos de televisão e aluguel para as resposáveis.
Siga o perfil do THMais Band Litoral no Instagram
Faça parte do canal de WhatsApp do THMais e fique bem-informado o dia todo
Se inscreva no canal do Youtube da THMais Band Litoral e veja nossos vídeos
A investigação teve início inquérito em outubro de 2025 e já foram identificadas três vítimas, com idades de 11, 12 e 15 anos. Segundo a Polícia Civil, a rede criminosa era bem estruturada e voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, entre os crimes investigados estão o estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Segundo os policiais, os mandados foram deferidos pela Justiça em razão da robusta materialidade delitiva, dos fortes indícios de autoria, da gravidade concreta dos delitos, do elevado risco de reiteração criminosa e da possibilidade concreta de ocultação, destruição ou adulteração de provas, especialmente aquelas de natureza digital.



