Um vigilante que trabalha na base do SAMU de Itabaiana, no Agreste da Paraíba, passou o fim de semana preso injustamente após ser confundido com um homem procurado pela Justiça do Rio Grande do Norte. O caso envolve um mandado de prisão expedido em Natal e cumprido na Paraíba contra José Wellington, mas que, segundo a defesa, se referia a outra pessoa, em situação de rua.
De acordo com o relato apresentado no programa, o vigilante foi abordado pela Polícia Civil em Itabaiana e levado à delegacia do município. Em seguida, foi transferido para a Cidade da Polícia, em João Pessoa, onde permaneceu detido até a realização de audiência de custódia.
Segundo a versão relatada, o vigilante afirmou que não sabia o motivo da prisão e só teria sido informado sobre a acusação durante a audiência, quando teria ouvido que era apontado como autor de roubo majorado em Natal. A defesa argumenta que ele nunca esteve no Rio Grande do Norte.
Ainda conforme o relato, mesmo com a alegação de erro e com a tentativa de apresentar diferenças entre o suspeito procurado e o preso, a prisão foi mantida inicialmente.
A defesa afirma que, após a prisão, os advogados reuniram documentos e comparações para demonstrar que se tratava de homônimos, e que a pessoa procurada seria um homem em situação de rua, sem documentação, que teria informado o nome “José Wellington” em procedimentos anteriores.
Segundo os advogados, dois pontos foram decisivos para derrubar a prisão:
- Imagens do verdadeiro suspeito, que, conforme a defesa, não correspondem ao vigilante preso na Paraíba;
- Diferença no nome da mãe na certidão e nos registros utilizados, o que indicaria tratar-se de pessoas distintas.
Com essas informações, os advogados foram ao Rio Grande do Norte e apresentaram o material ao Judiciário. A Justiça local, segundo a defesa, reconheceu a inconsistência e expediu alvará de soltura, liberando o vigilante.
Após ser solto, o vigilante relatou medo, angústia e constrangimento pelo período em que ficou detido, além do impacto da prisão na reputação em uma cidade de porte menor.
A defesa informou que pretende atuar em duas frentes: manter acompanhamento na área criminal, para evitar novos equívocos, e ingressar com ação na esfera cível, buscando indenização por danos morais contra o Estado responsável pelo mandado.
O caso deve ser analisado para identificar como ocorreu a confirmação de identidade no cumprimento do mandado e se houve falhas de verificação que levaram à prisão do trabalhador.



