Pré-carnaval na Orla de João Pessoa reúne crianças, idosos e mantém espaço inclusivo

A iniciativa foi montada no Busto de Tamandaré, na Orla da Capital, e integrou a programação desta segunda-feira (9)

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Pelo terceiro ano consecutivo, o pré-carnaval de João Pessoa contou com um espaço adaptado para crianças autistas, voltado à segurança, ao conforto e à redução de estímulos sensoriais. A iniciativa foi montada no Busto de Tamandaré, na Orla da Capital, e integrou a programação desta segunda-feira (9).

A área reservada foi planejada para permitir que crianças com transtorno do espectro autista (TEA) participem do desfile em um ambiente mais controlado, com menos ruído e menor aglomeração. A ação é realizada em parceria com associações que acompanham pessoas autistas e faz parte do planejamento oficial dos eventos de pré-carnaval da cidade.

O desfile reuniu os blocos Muriçoquinhas e Melhor Idade, atraindo crianças, idosos e famílias ao longo da Via Folia. A programação incluiu atrações voltadas ao público infantil, como o Mundo Bita, além de apresentações com orquestra, reunindo diferentes faixas etárias no mesmo percurso.

Neste ano, o bloco Muriçoquinhas saiu às ruas com o tema “Amor Não Dói”, com foco na conscientização sobre a violência doméstica. A proposta, segundo a organização, é usar o Carnaval de rua também como espaço de debate sobre temas sociais, além do caráter cultural e festivo.

Para as famílias, o espaço adaptado facilita a presença de crianças que, em outras condições, teriam dificuldade de permanecer em ambientes com som alto e grande concentração de pessoas. Pais e responsáveis relataram que a estrutura contribui para uma participação mais segura e confortável.

A presidente da Associação Paraibana de Autismo, Hosana Carneiro, destacou que a iniciativa amplia o acesso de crianças, adolescentes e adultos autistas à programação carnavalesca, já que muitas famílias costumam evitar esse tipo de evento por falta de estrutura adequada.

A organização informou que a intenção é manter e ampliar o espaço inclusivo nas próximas edições, como parte da política de acesso de pessoas com deficiência ou necessidades específicas às atividades do calendário carnavalesco da cidade.

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