Suplemento do DOE detalha vetos de João Azevêdo à LOA 2026

Com a publicação do veto parcial, caberá agora à Assembleia Legislativa decidir se mantém ou derruba a decisão do governador

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
O governador João Azevedo (PSB) fez duas revelações administrativas de destaque durante entrevista ao programa Manhã Th+
Foto: Reprodução/ TH+ SBT Tambaú

A publicação de um suplemento do Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quarta-feira (11) detalhou os vetos parciais do governador João Azevêdo (PSB) à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, estimada em R$ 25,1 bilhões. Os vetos foram centro de embate político e jurídico entre o Executivo e a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) em torno do crescimento das emendas parlamentares.

A sanção da LOA com veto a centenas de emendas havia sido publicada originalmente na edição de 17 de janeiro do DOE. Agora, com o suplemento, o governo reforça os fundamentos técnicos e jurídicos da decisão, sustentando que o aumento no volume das emendas impositivas aprovado pelos deputados ultrapassa limites constitucionais reconhecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na justificativa encaminhada ao presidente da Assembleia, Adriano Galdino (Republicanos), o governador afirma que as emendas vetadas violam o princípio da equivalência entre os Poderes, ao extrapolar o limite de crescimento previsto na legislação. Segundo o texto, a medida busca preservar a separação entre Executivo e Legislativo e garantir a responsabilidade fiscal.

“Os vetos a essas emendas se impõem pela não observância à equivalência entre os Poderes, que estabelece limite de crescimento das emendas parlamentares impositivas aos projetos de lei orçamentária anual, sob pena de violação aos princípios da separação dos Poderes e da responsabilidade fiscal”, diz trecho da mensagem publicada no Diário Oficial.

Mesmo com os vetos, o valor global do orçamento foi mantido. A LOA de 2026 estima receita e despesa em R$ 25,109 bilhões. Desse total, cerca de R$ 15,8 bilhões serão destinados ao Orçamento Fiscal, R$ 8,6 bilhões ao Orçamento da Seguridade Social e R$ 608,4 milhões ao Orçamento de Investimentos das estatais.

A lei também autoriza o Executivo a abrir créditos suplementares de até 30% do total da despesa, utilizando recursos como superávit financeiro, excesso de arrecadação ou anulação de dotações.

Além da questão constitucional, o governo aponta que parte das emendas foi vetada por falhas técnicas, como indicação incorreta de categoria econômica, modalidade de aplicação, órgão destinatário ou até menção a município inexistente.

Com a publicação do veto parcial, caberá agora à Assembleia Legislativa decidir se mantém ou derruba a decisão do governador.

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