Uma operação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí encontrou 155 galos usados para rinha e 20 aves silvestres mantidas irregularmente em uma propriedade rural de Louveira. A ação aconteceu na tarde desta quarta-feira, 11 de fevereiro, na Estrada Municipal Rio Acima.
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Durante o cumprimento do mandado de busca, os policiais localizaram, além das aves, diversos instrumentos típicos de rinha, como esporas postiças, seringas, anilhas e lacres. Também foram apreendidos cadernos de anotações, fitas de vídeo com conteúdo relacionado ao preparo de galos de briga e telefones celulares.
Os cadernos apreendidos chamaram a atenção dos investigadores. Eles continham expressões como “briga dura”, “adversário aproveitou bem de espora” e “ficou cego na soltada”, termos que indicam o detalhamento de eventos de combate entre as aves e reforçam a existência de uma organização criminosa voltada para a prática ilegal.
O responsável pela propriedade acompanhou toda a diligência. Ele apresentou versões contraditórias e alegou que a criação dos galos era apenas um “hobby de infância”, negando a realização de rinhas. No entanto, as evidências encontradas no local sugerem de forma robusta a utilização da área para os confrontos.
Um inquérito policial foi instaurado para apurar os crimes previstos nos artigos 29 e 32 da Lei de Crimes Ambientais, que tratam da manutenção irregular de fauna silvestre e maus-tratos, além do crime de associação criminosa. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e apurar se existe uma rede articulada para a exploração e comercialização de galos de combate na região.






