Janeiro é tradicionalmente o mês de organizar mochilas, uniformes e riscar itens da lista de material escolar. No entanto, médicos oftalmologistas alertam que há um item essencial que não pode ser comprado em papelarias, mas que define o sucesso do aluno em sala de aula: a saúde ocular. Estima-se que cerca de 23 milhões de crianças em idade escolar no Brasil enfrentam problemas de visão — um cenário que já se reflete nos consultórios da clínica Visão Laser, em Santos, que registra aumento de 50% na procura por atendimento de crianças e adolescentes neste mês, em comparação a outros períodos do ano.
O alerta ganha ainda mais peso diante de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS): oito em cada dez casos de cegueira infantil poderiam ter sido evitados ou tratados com diagnóstico precoce. Além do risco de danos irreversíveis, o impacto no aprendizado é imediato. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indica que cerca de 20% dos alunos apresentam algum problema visual, e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) reforça que 80% do aprendizado infantil ocorre por meio da visão.
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Além das questões genéticas, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos durante as férias tem elevado os diagnósticos de miopia e fadiga visual. O médico oftalmologista e diretor administrativo da Visão Laser, Dr. Guilherme Colombo Barboza, destaca que o comportamento em casa é o melhor termômetro para os pais.
“Se a criança franze a testa para assistir à TV, reclama de dor de cabeça ao fim do dia ou aproxima demais os livros do rosto, é um sinal claro de que algo precisa de correção. Sem o suporte adequado, o aluno se cansa mais rapidamente e o rendimento escolar cai, o que muitas vezes é confundido com falta de atenção ou desinteresse”, reforça.
Os principais sinais de alerta para os pais são:
- Dores de cabeça constantes ao final do dia;
- Lacrimejamento excessivo ou vermelhidão frequente;
- Apertar ou esfregar os olhos para focar objetos;
- Dificuldade em acompanhar a leitura com os olhos, usando o dedo como guia;
- Desinteresse por atividades que exijam esforço visual, como leitura ou desenho.
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