A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Baixada Santista, Abrasel Santista, tem acompanhado com atenção os dados mais recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Medindo os preços de nove setores, entre eles Alimentação e Bebidas, o setor está cauteloso com os dados do primeiro mês do ano.
Em janeiro, o índice registrou alta de 0,33%, repetindo o mesmo resultado de dezembro de 2025. Nos últimos 12 meses, o acumulado foi de 4,44%, acima dos 4,26% observados no período anterior. Esse cenário reforça uma pressão inflacionária que impacta diretamente o setor de alimentação fora do lar.
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Desaceleração de Custo
O grupo Alimentação e Bebidas apresentou desaceleração, passando de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro, mas os efeitos práticos para os empresários continuam significativos.
A alimentação fora do domicílio variou 0,55%, ainda em patamar relevante. A refeição saiu de 0,23% em dezembro para 0,66% em janeiro. Já o preço dos lanches desacelerou de 1,50% para 0,27%, mas permanece dentro de um contexto de insumos acumulando altas ao longo dos meses.
Quando falamos de abastecimento, apesar da queda em itens importantes como leite longa vida (-5,59%) e ovo (-4,48%). Outros produtos essenciais para bares e restaurantes seguem pressionando as margens. O tomate registrou alta expressiva de (20,52%), e as carnes subiram (0,84%), com destaque para cortes muito utilizados nos cardápios, como contrafilé (1,86%) e alcatra (1,61%).
“Essas oscilações exigem ajustes constantes nas negociações com fornecedores e revisão de cardápios, tudo para não repassar para os consumidores. O ano passado foi muito difícil pro setor e nem a chegada de feriados, por enquanto, recompõe as perdas. Seguimos acompanhando com cautela, mas otimistas”, conta o líder institucional da Abrasel Baixada Santista, Luan Paiva.
Outro grupo analisado pelo IBGE que teve alta foi o de Transportes, com índice de 0,60%, afetando diretamente os custos logísticos e de distribuição.
“Os bares e restaurantes da Baixada Santista operam, historicamente, com margens apertadas. Em 2026, o desafio é equilibrar a sustentabilidade financeira dos negócios. Segundo o líder de relacionamento da Abrasel Baixada Santista, Guilherme Karaoglan, o setor segue empenhado em buscar eficiência operacional. Visando reduzir desperdícios e negociar melhores condições com fornecedores, evitando repasses abruptos de preços.



