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10 Marchinhas de Carnaval que seguem vivas e não foram canceladas!

O Carnaval brasileiro sempre foi um território de liberdade, criatividade e expressão. Desde os tempos dos cordões e ranchos até os blocos que hoje arrastam multidões. Tem o batuque ancestral que ecoa nos blocos afro, tem o samba que atravessa gerações e tem, claro, as marchinhas – esse gênero ligeiro, espirituoso e cheio de ironia – que embalou os salões e tomou as ruas desde o começo do século XX.

As marchinhas ajudaram a construir a trilha sonora da festa de Carnaval: irônicas, teatrais, românticas ou escancaradamente bem-humoradas, elas traduziram comportamentos, modas e até tensões sociais de cada época. 

Mas o tempo passa, e com ele, a consciência tende a evoluir (ou pelo menos deveria!). E, se o Carnaval é tradição, também é espelho do seu tempo. E o nosso tempo pede revisão, consciência e responsabilidade. Ao revisitarmos o repertório clássico das marchinhas, percebemos que algumas ficaram presas a preconceitos, discriminação – e às vezes até a crimes mesmo! – e já não cabem mais no que o Carnaval se tornou. 

Muitas letras que fizeram sucesso no passado hoje são revistas sob outra luz: algumas por reforçarem estereótipos racistas, outras por naturalizarem o machismo ou até mesmo a violência contra a mulher, outras por fazerem piadas homofóbicas e transfóbicas. 

Sim, elas são o retrato de um tempo e deixar de reproduzi-las – ao menos com as letras originais – é o retrato de um novo tempo que chegou. E isso não é “cancelamento”: é amadurecimento social.

Ainda bem que temos outras marchinhas de Carnaval, por sua vez, que atravessaram décadas intactas, porque souberam brincar com situações, não com pessoas. São essas que seguem ecoando sem constrangimento pelos quatro cantos do país.

Há marchinhas que continuam pulsando nos blocos e playlists, porque souberam brincar sem diminuir ninguém. Canções que falam de sentimentos universais, personagens imaginários e situações típicas da folia. São essas que seguem vivas e que devem ser cada vez mais cantadas!

Revisitar as marchinhas é também revisitar a nossa história cultural. Algumas ficaram datadas e é importante reconhecer isso. Outras, no entanto, seguem brilhando em muitos Carnavais! Vamos relembrá-las?

1 – Ó Abre Alas (Chiquinha Gonzaga)

Considerada a primeira marchinha de Carnaval da história, composta por Chiquinha Gonzaga em 1899, é praticamente um marco zero da folia brasileira. Feita para o cordão Rosa de Ouro, a música é um convite direto à festa mais brasileira que existe.

2 – Pierrot Apaixonado (Heitor dos Prazeres e Noel Rosa)

O triângulo amoroso entre Pierrot, Colombina e Arlequim virou símbolo do imaginário carnavalesco. A marchinha fala de amor não correspondido com lirismo e leveza. Uma narrativa quase teatral, que mantém viva a tradição das fantasias e dos personagens clássicos da commedia dell’arte.

3 – Máscara Negra (Zé Keti e Pereira Matos)

Imortalizada na voz de Dalva de Oliveira, é uma das marchinhas mais emocionantes do repertório carnavalesco. Fala de reencontro, de fantasia e de amor que insiste em sobreviver ao tempo. 

4 – Sassaricando (Luiz Antônio, Oldemar Magalhães e Zé Mário)

Com seu refrão espirituoso e ritmo contagiante, celebra a boemia e a alegria da vida noturna. A marchinha brinca com a ideia de “sassaricar”: circular, paquerar, aproveitar. Foi lançada pela vedete Virginia Lane, e anos depois recebeu uma versão de Rita Lee.

5 – A Turma do Funil (Mirabeau, Urgel de Castro e Milton de Oliveira)

Aqui, a brincadeira gira em torno da turma que gosta de beber além da conta. Mas mesmo assim, ninguém dorme no ponto!

6 – A Jardineira (Benedito Lacerda e Humberto Porto)

Um dos maiores sucessos do Carnaval dos anos 1930, eternizado na voz de Orlando Silva. A letra é delicada, quase ingênua, e fala de flores e amores com poesia.

7 – Taí (Eu Fiz Tudo pra Você Gostar de Mim) (Joubert de Carvalho)

Imortalizada na voz deCarmen Miranda, foi um dos primeiros grandes sucessos da artista e ajudou a projetá-la nacionalmente. A marchinha fala de amor e frustração com leveza e ironia, explorando o exagero sentimental típico do Carnaval.

8 – Alá-la-ô (Haroldo Lobo e Nássara)

Clássico absoluto, com refrão que todo mundo sabe de cor. Fala do calor brasileiro – principalmente em época de Carnaval! – e da fantasia de ir ao deserto para se refrescar. 

9 – Me Dá um Dinheiro Aí (Ivan Ferreira, Homero Ferreira e Glauco Ferreira)

O refrão é praticamente patrimônio dos blocos de rua. A marchinha foi lançada por Moacyr Franco em 1951.

10 – Bandeira Branca (Max Nunes e Laércio Alves)

Clássico absoluto dos carnavais de salão, a canção virou símbolo de reconciliação em meio à folia. Imortalizada na voz de Dalva de Oliveira, fala de paz, trégua e amor, sentimentos universais que atravessam gerações. É daquelas marchinhas que encerram a festa com abraço coletivo, mostrando que o Carnaval também é espaço para afeto e recomeço.

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