Ano de 2017 teve aumento histórico de bilionários no mundo: um a cada dois dias

Uma desvalorização expressiva do real frente ao dólar tendo como principal causa as eleições era algo que não ocorria desde o pleito de 2002

Uma desvalorização expressiva do real frente ao dólar tendo como principal causa as eleições era algo que não ocorria desde o pleito de 2002

De
toda a riqueza gerada no mundo em 2017, 82% ficaram concentrados nas
mãos dos que estão na faixa de 1% mais rica, enquanto a metade mais
pobre – o equivalente a 3,7 bilhões de pessoas – não ficou com
nada. Os dados fazem parte do relatório Recompensem
o trabalho, não a riqueza
,
da organização não governamental (ONG) britânica Oxfam, divulgado
hoje (22). A entidade participa do Fórum Econômico Mundial, que
começa amanhã (23) em Davos, na Suíça.

O documento
destaca que houve um aumento histórico no número de bilionários no
ano passado: um a mais a cada dois dias. Segundo a Oxfam, esse
aumento seria suficiente para acabar sete vezes com a pobreza extrema
no planeta. Atualmente há 2.043 bilionários no mundo. A
concentração de riqueza também reflete a disparidade de gênero,
pois a cada dez bilionários nove são homens.

O Brasil
ganhou 12 bilionários a mais no período, passando de 31 para 43.
“Isso significa que há mais pessoas concentrando riqueza. A gente
não encontrou ainda um caminho para enfrentar essa desigualdade”,
disse Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

O patrimônio
dos bilionários brasileiros alcançou R$ 549 bilhões no ano
passado, um crescimento de 13% em relação a 2016. Por outro lado,
os 50% mais pobres tiveram a sua fatia na renda nacional reduzida de
2,7% para 2%. Um brasileiro que ganha um salário mínimo precisaria
trabalhar 19 anos para ganhar o mesmo que recebe em um mês uma
pessoa enquadrada entre o 0,1% mais rico.

Cinco
bilionários brasileiros concentram o equivalente à metade da
população mais pobre do país. “O Brasil chegou a ter 75
bilionários, depois caiu, muito por causa da inflação, e depois,
nos últimos três anos, a gente viu uma retomada no aumento do
número de bilionários. Esse último aumento – de 12 bilionários
– é o segundo maior que já houve na história. E o patrimônio
geral também está aumentando”, afirmou Rafael Georges,
coordenador de campanhas da entidade.

Via Agência Brasil

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