O
Brasil deve ter, este ano, 600 mil novos casos de câncer segundo
estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Com exceção do
câncer de pele não-melanoma, os tipos de câncer mais frequentes
serão os cânceres de próstata (68.220 casos novos) em homens e
mama (59.700 mil) em mulheres.
Além
dos citados, completam a lista dos dez tipos de câncer mais
incidentes: cólon e reto (intestino – 36.360), pulmão (31.270),
estômago (21.290), colo do útero (16.370), cavidade oral (14.700),
sistema nervoso central (11.320), leucemias (10.800) e esôfago
(10.970).
Na
Paraíba, o número de casos de câncer de próstata deve chegar a
1.170. É o maior estimado pelo Inca. Os outros casos são: mama
(880), cólon e reto (320), tranqueia, brônquio e pulmão (370),
estômago (470), colo do útero (370), cavidade oral (240), sistema
nervoso central (190), leucemias (210), esôfago (160), linfoma não
Hodgkin (140), glândula tireóide (270), bexiga (120), laringe
(180), corpo do útero (100), pele melanoma (60), ovário (90),
linfoma de Hodgkin (20), outras localizações do corpo (1.480) e
todas as neoplastias, exceto não Melanoma (6.840).
Em
João Pessoa, a estimativa é que este ano os
casos de câncer de mama feminina cheguem a 240. O Inca prevê ainda
os seguintes casos: Próstata (180), cólon e reto (110), traquéia,
brônquio e pulmão (100), estômago (80), colo de útero (80) e
cavidade oral (50), sistema nervoso central (50), leucemias (50),
esôfago (30), Linfoma não Hodgkin (40), glândula tireóide (60),
bexiga (20), laringe (40) e corpo do útero (20).
Érica Valéria tem 33 anos e descobriu o câncer aos 27. A jovem percebeu um sangramento incomum, além de sentir muitas dores. O marido dela então a orientou a procurar um médico. “Eu sentia muita dor e tinha corrimentos que não paravam. O fluxo da menstruação era bastante intenso. Além disso, tinha muitas câimbras”, contou ao Portal T5.
Inicialmente o problema foi diagnosticado como HPV. Depois disso, Érika passou a fazer exames de colposcopia continuamente. Todos os meses ela voltava ao médico, mas a situação só avançava. Por três vezes, ela tentou fazer a cirurgia no Hospital Universitário da capital, mas o procedimento sempre era desmarcado.
“Era uma época de greve e por isso fui fazer a cirurgia no hospital de Santa Rita. Para se ter uma ideia, meu marido levou meus exames para alguns médicos e todos eram unânimes em dizer que eu não estava viva. Foi quando ele disse que a paciente era eu. Todos eles se assustavam com o que vinha”, relatou, explicando que conheceu um médico, responsável por mudar a vida dela. “Conheci o Dr. Mizael através de uma amiga e daí passei por uma nova bateria de exames. Foi ele quem realizou minha cirurgia”, explicou.
“O médico disse que eu não me preocupasse por que eu estava em boas mãos – primeiramente Deus, depois ele”.
Érica Valéria, 33 anos.
Diagnóstico
precoce – Segundo ela, o diagnóstico precoce foi fundamental
para o tratamento. “Quando acordei da cirurgia, vi os médicos
comemorando. Pelo que aparecia nos meus exames era pra eu estar
morta. Já era uma paciente em fase terminal. Quando me abriram, eles
tiveram uma surpresa pois viram que o meu problema estava alojado
somente no útero, não tinha ido para outros órgãos. Foi só no
útero e ele foi removido”, contou.
Diante
de um problema tão grave, pensar em desistir foi inevitável. “Teve
momentos que eu pensava que eu não ia ficar boa. Os corrimentos eram
muito incômodos, eu tinha coceira, a menstruação era toda
irregular e intensa. Eu achava realmente que não ia sair daquela,
mas me mantive confiante em Deus. Meu marido sabia do problema que eu
tinha, mas eu não, e ele me dava apoio em continuar lutando”,
falou.
O
marido de Érica a ajudou com medidas até extremas como cancelar a
internet para evitar que a esposa pesquisasse sobre o tema, além de
não deixar que pessoas se aproximassem dela para falar sobre o
câncer. “Me blindou”, disse.
Ela
só soube que tinha a doença seis meses depois. “Meus filhos eram
pequenos, eu era jovem, e quando eu olhava pra eles pensava
no futuro. Eu só queria ficar boa. Me curar”, explicou emocionada.
Depois
da cirurgia, Érica
se recuperou mas não deixou de ser assistida pelos médicos. Ela faz
revisões periódicas.
Assim
como Érica Valéria, muitas mulheres não sabem que têm a doença,
por isso a importância do diagnóstico precoce.


