Você
conseguiria imaginar um programa como o Pânico em uma emissora do
bispo Edir Macedo? Pois esse acontecimento inusitado deixou de ser
tão improvável nos últimos dias. A Record e a rádio Jovem Pan,
dona do formato do Pânico, estão negociando um acordo que pode
garantir a sobrevivência do humorístico por pelo menos mais um ano.
A atração deixará de ser veiculada pela Band no final do ano.
Vice-presidente
comercial da Record, Walter Zagari almoçou com Antonio Antônio
Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan, há
duas semanas. O que parecia apenas uma sondagem, no entanto, foi
levado a sério. A Record está fazendo estudos de viabilidade de
grade e comercial para ter o programa de humor em 2018.
Na
emissora, se especula que o Pânico poderia ocupar as noites de
sextas-feiras, no lugar do Legendários, ou continuar aos domingos,
com um rearranjo de grade. Há duas possibilidades em análise:
contratar os humoristas individualmente ou indiretamente, por meio da
Jovem Pan.
Pouca
gente na Record, no entanto, acredita que a negociação vingará.
Argumentam que não há espaço na emissora para um programa que dá
“close” em bumbum de panicat. Para se tornar viável na
Record, o Pânico teria de ser um outro programa.
Negociação
com a Band
Advogados
da Jovem Pan e da Band ainda negociam uma rescisão contratual
amigável. O atual contrato vale por mais uma temporada, e a emissora
de rádio exige o pagamento de uma multa de R$ 10 milhões.
A
Band decidiu encerrar a parceria com o Pânico, iniciada em 2012,
porque considera o programa caro demais. A atração perdeu 35% de
seus anunciantes neste ano e deverá encerrar 2018 com um rombo de R$
15 milhões. A Band já estuda um novo formato de humorístico para
as noites de domingo.
Por Notícias da TV – UOL

