Mateus imitando a cantora pop Anitta. Imagem: Reprodução/Instagram/vireiadulto
Mateus Baptistella escolheu crescer. Aos 26 anos e trabalhando na
contabilidade de uma empresa, ele investiu na carreira de modelo
fotográfico e publicar seus ensaios no Instagram.
Incentivado por seguidores, começou a imitar looks de famosas como
Anitta e Rihanna e, em poucos meses, viu o número de fãs explodir
(quase 400 mil, mais do que a população de Bauru, sua cidade
natal). Para eles, é uma diversão. Para Mateus, é uma forma de se
aceitar como homem de 1,40m.
“Tinha
problema com meu tamanho. No Instagram, nunca havia postado foto de
corpo inteiro. Eu não me aceitava, tinha vergonha. Eram só selfies
e paisagens. Até que um dia postei uma foto de corpo inteiro.
Pensei: ‘Por que vou ter vergonha de mim mesmo?’. As pessoas se
assustaram, mas o retorno foi muito bom. Li um texto de auto-ajuda
que diz que a gente tem que se aceitar do jeito que a gente é”,
conta Baptistella em entrevista que deu ao UOL.
Fã
de fotografia e moda, ele usou sua própria câmera e posou com seus
looks do dia. Embora seja baixinho – o primeiro anão da família -,
o manequim engana. Os sapatos são 38. As calças, 42. Mas ele adapta
as roupas que veste nas fotos para o Instagram: “Tenho bundão.
A calça eu corto metade”.
Para o
modelo, o público gosta da forma bem-humorada de como ele encara o
nanismo. “A aceitação chama a atenção das pessoas por eu não
me vitimizar por ser baixinho. Graças a Deus, não tenho haters. Eu
tento fazer uma graça que qualquer pessoa poderia fazer, não por
ser baixinho. Não preciso apelar como o ‘Pânico'”, compara.
Juliana Caldas e Marieta Severo em “O Outro Lado do Paraíso”. Imagem: Reprodução/Instagram/vireiadulto
Anã em novela
Mateus Baptistella também comemora a chegada do nanismo à novela das nove da Globo. Ele acompanha o drama de Estela em “O Outro Lado do Paraíso”. A personagem de Juliana Caldas, atriz de 1,22m, é rejeitada e humilhada pela mãe, Sophia (Marieta Severo). O modelo torce para que ela supere a discriminação e seja feliz.
“Quando soube da personagem, fiquei muito feliz, porque me vi representado na maior emissora do Brasil. Espero que ela dê a volta por cima e mostre que o nanismo não define quem ela é, que a família a aceite e que ela consiga ser feliz sem se importar com o tamanho. Ela é muito mais do que uma anã e tem potencial de gente grande”, elogia.
Via Paulo Pacheco/UOL São Paulo


