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Em “Dia D” da reforma, governo e aliados querem definir apoios

Esta quarta-feira (6) é considerada como o “Dia D”, para o Palácio do
Planalto e aliados que querem definir o real
apoio dos deputados da base aliada para tentar votar o primeiro turno
da nova versão da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados
na próxima semana.

Pela
manhã, o presidente Michel Temer reúne líderes de partidos da base
num café da manhã no Palácio da Alvorada para fazer uma avaliação
dos votos que o governo tem para votar a proposta.

Ao
longo do dia, partidos como o PMDB e o PSDB marcaram reuniões para
decidir se vão fechar questão em favor da reforma, iniciativa que
obriga os parlamentares a apoiar a proposta, sob pena de serem
punidos até mesmo com a expulsão.

A
aposta de governistas é que o fechamento de questão do PMDB,
partido de Temer, pode impulsionar os demais partidos da base a votar
a reforma. Por ora, projeções feitas por aliados indicam que o
Planalto não tem os 308 votos mínimos para passar a proposta no
plenário da Câmara.

Na
véspera, Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha,
procuraram demonstrar otimismo com a possibilidade de aprovação da
proposta. Mas a ordem do governo é só colocá-la em votação se
houver votos.

“Havendo
voto, vai a voto. Se não tiver votos, não tem sentido (votar). Acho
que vai ser agora. Pelo menos o ambiente está muito bom. Estou
animadíssimo. Mudou o clima”, disse Temer. “A
probababilidade de a gente aprovar cresceu muito. Na medida em que os
sete partidos fecharem questão, seguramente nós teremos do PSDB uma
posição favorável, sem dúvida nenhuma, é uma questão
programática do PSDB o compromisso com o ajuste fiscal”, afirmou
Padilha.

O
relator da reforma na Câmara, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), que se
reuniu com o presidente também na terça, disse que há condições
para se começar a discutir o texto a partir da segunda-feira da
próxima semana de modo a tentar votar a matéria, em primeiro turno,
em seguida.

Apesar
da sinalização positiva, a tendência é que somente o PMDB feche
questão a favor da reforma nesta quarta. De passagem por Brasília
na terça-feira, o futuro presidente do PSDB e governador paulista,
Geraldo Alckmin, defendeu o apoio à proposta na base do
“convencimento” e avaliou que não haverá unanimidade em
nenhum partido.

Outros
partidos resistem a fechar questão. O DEM deve votar em sua maioria
a favor da proposta sem tomar essa decisão, disse o presidente da
Câmara, Rodrigo Maia (RJ). O PP só vai se reunir para discutir
fechamento de questão se a proposta for incluída na pauta da
Câmara, informou em nota o presidente da legenda, senador Ciro
Nogueira (PI).

Responsável
por ter sugerido no domingo a Temer o fechamento de questão em
encontro no domingo com dirigentes partidários, o presidente do PTB,
Roberto Jefferson, disse à Reuters que está consultando dirigentes
petebistas e deverá oficializar tal posição até o fim de semana.

Além
do fechamento de questão, outra estratégia articulada pelo governo
com aliados para convencer a base a aprovar a reforma é apoiar a
adoção de uma “verba extra” nos recursos previstos para serem
usados pelos parlamentares por meio de emendas individuais em 2018,
ano de eleições gerais, conforme revelou a Reuters na terça.

Com informações do Uol.

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