Cicatriz não é sinônimo de erro: é parte natural da cura do corpo após uma cirurgia. “Toda incisão – por menor, mais precisa ou mais delicada que seja – deixa uma cicatriz. Isso não é falha do procedimento, e sim um processo biológico natural”, diz a cirurgiã plástica Mariana Fernandes Zalli. Segundo a especialista, o mais importante é entender o ritmo do organismo e cuidar bem da pele no pós-operatório.
“O objetivo não é ‘não ter cicatriz’, mas garantir que ela evolua da melhor maneira possível ao longo dos meses”, afirma. No caminho, a marca pode escurecer, endurecer ou ficar mais elevada temporariamente, o que é esperado. “A maturação completa da cicatriz pode levar até um ano”.
O que interfere no aspecto da pele
Não existe uma cicatriz igual à outra. “A aparência final da cicatriz depende de uma combinação de fatores, alguns controláveis e outros não”, explica Zalli. Genética, tipo e tonalidade de pele, idade e condições como diabetes influenciam o resultado. Também pesam os hábitos no pós-operatório: alimentação adequada, hidratação e abandono do tabagismo ajudam a pele a se recuperar melhor.
A tensão sobre a pele e movimentos excessivos na região operada podem alterar o aspecto da marca, especialmente nos primeiros meses. Por isso, seguir as orientações do cirurgião e respeitar os limites do corpo é decisivo para um desfecho mais discreto.
Cuidados que fazem diferença no pós-operatório
Algumas medidas simples, mantidas com constância, favorecem uma cicatrização mais bonita e uniforme:
- · Alimentação equilibrada, com ingestão adequada de proteínas
- · Boa hidratação ao longo do dia
- · Evitar o tabagismo
- · Seguir rigorosamente as orientações médicas
- · Reduzir tensão e movimentos excessivos na área operada
- · Uso de fitas de silicone, cremes específicos e massagens orientadas pelo cirurgião
- · Fotoproteção diária e evitar sol direto na região — “A fotoproteção rigorosa é indispensável – exposição solar pode escurecer a cicatriz e prejudicar o resultado”
- · Em casos selecionados, tecnologias como laser, luz pulsada e biofotônica podem ajudar na textura e coloração, sempre com avaliação médica

No fim, a marca faz parte da história daquela cirurgia e do processo de recuperação. “O mais importante é lembrar que a cicatriz faz parte da trajetória de recuperação e da própria história da cirurgia”. Com orientação adequada, expectativas realistas e cuidados consistentes, a cicatriz tende a se integrar ao corpo de forma harmoniosa, permitindo aproveitar plenamente o resultado.



