Geraldo Alckmin é pré-candidato do PSDB à Presidência da República e anunciou a escolha do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para coordenação-geral da campanha deste ano.
O cearense foi presidente interino no partido no ano
passado e se notabilizou por liderar o grupo dos “cabeças
pretas”.
“Como
o Tasso não é candidato porque ele tem mais quatro anos de mandato
(no Senado), Alckmin solicitou que ele fizesse essa mediação (na
campanha). Ele (Tasso) vai trabalhar em cima do programa de governo”,
explicou o 2º vice-presidente do PSDB, deputado Ricardo Tripoli
(PSDB-SP).
Tasso
também causou polêmica no PSDB, no ano passado, quando colocou no
ar, em cadeia de rádio e televisão, uma propaganda partidária
tucana na qual o PSDB fazia uma espécie de mea-culpa por ter aderido
ao “presidencialismo de cooptação” do governo Michel
Temer. Na ocasião, o partido rachou e Tasso defendeu à imprensa que
a sigla precisava se aproximar do “pulsar das ruas”.
Questionado se esse pensamento seria priorizado também na campanha
de Alckmin, Tripoli respondeu positivamente. “Eu acho que o
caminho é por aí”, disse à reportagem.
Coincidentemente,
o senador Aécio Neves foi uma das ausências na reunião da
Executiva do PSDB, realizada nesta terça-feira, na sede do PSDB em
Brasília. A direção da legenda decidiu hoje referendar,
oficialmente, a pré-candidatura de Alckmin à Presidência. Isso
porque o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, desistiu das
prévias partidárias após desentendimento interno. Com informações de Uol.
Alckmin
aproveitou a coletiva para falar de suas propostas econômicas. Ele
voltou a defender uma reforma tributária. “O modelo tributário
que temos permite sonegação enorme e é entrave ao crescimento
econômico do Brasil. Tem um estudo que mostra podemos ter ganho de
1% ou 2% do PIB só com a reforma tributária”, argumentou.
Ele
evitou, no entanto, rivalizar com o PT. “Não somos candidatos
contra o PT; somos candidatos para ser instrumentos de mudança para
o povo brasileiro”, complementou.
