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Pressão alta na gravidez exige atenção contínua

Apesar dos avanços no acompanhamento pré-natal, a hipertensão gestacional e a pré-eclâmpsia continuam sendo grandes ameaças à saúde das gestantes no Brasil. Essas condições são responsáveis por um número significativo de mortes maternas evitáveis.

Estudos, como o divulgado pela revista JAMA Cardiology, indicam que mais de 80% das mulheres que apresentaram distúrbios hipertensivos durante a gravidez ainda enfrentam o problema após o parto. Essa informação destaca a importância da continuidade do acompanhamento médico no pós-parto. Em muitos casos, o tratamento com medicamentos anti-hipertensivos precisa ser iniciado nas semanas seguintes ao nascimento do bebê.

Emmanoella Paulino, coordenadora do curso de Enfermagem do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau João Pessoa, alerta para a falta de foco na saúde da mãe após a alta hospitalar. “Muitas gestantes ainda enfrentam barreiras para um pré-natal completo e de qualidade. E nossa maior preocupação é o que vem depois do parto. A mãe retorna para casa, a atenção se volta toda para o bebê e a saúde dela passa a ser deixada de lado. Isso precisa mudar”, afirma.

A enfermeira destaca a necessidade de reforçar o acompanhamento durante o puerpério, período crítico de recuperação para a mulher. “Não se trata apenas das adaptações emocionais e físicas da mãe com o bebê. Esse é também um momento decisivo para a saúde cardiovascular da mulher. A prevenção, a detecção precoce e o cuidado contínuo são fundamentais para salvar vidas de muitas mamães todos os dias”, conclui.

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