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Cresce uso de motos por aplicativo em João Pessoa e aumenta atenção com higiene dos capacetes

Nos últimos anos, se locomover por meio de motociclistas de aplicativo se tornou uma rotina comum na região metropolitana de João Pessoa. A modalidade conquistou os moradores pela celeridade, praticidade e preço acessível. No entanto, com o aumento do número de usuários, cresce também a preocupação com as condições higiênicas dos capacetes, que são compartilhados entre diversos passageiros.

Segundo especialistas, o uso coletivo, aliado ao calor e ao contato direto com o couro cabeludo, cria um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, podendo causar mau cheiro, irritações na pele e até problemas dermatológicos.

Na capital, existem empresas que oferecem esse tipo de serviço. Inclusive, uma das franquias com unidades em João Pessoa oferece 10% de desconto nas quintas-feiras para lavagem de tênis, capacete e boné, incentivando o cuidado com itens de uso frequente.

“Muita gente não imagina que o capacete acumula suor, oleosidade e resíduos de produtos capilares. Com o tempo, esse acúmulo pode causar irritações na pele e reduzir o conforto durante o uso”, explica Rafaela Lins, proprietária da marca na Paraíba. Ela orienta que a higienização completa seja feita a cada dois ou três meses, podendo ocorrer antes em casos de uso intenso, como o de motoboys, entregadores e motoristas de aplicativo.

O processo de lavagem caseiro, feito com água corrente, sabão comum ou escovas abrasivas, deve ser evitado, pois pode danificar o tecido interno e comprometer o sistema de fixação da viseira. “Na Minha Lavanderia, utilizamos produtos neutros e equipamentos específicos que eliminam fungos e bactérias sem agredir o material”, detalha Rafaela.

Além da parte interna, a limpeza da viseira e do casco externo também é essencial. Poeira, insetos e pequenas partículas podem reduzir a visibilidade e riscam o visor quando não removidos adequadamente. A lavagem profissional proporciona a eliminação de odores e microrganismos, a preservação da espuma e do forro interno, além de aumentar a durabilidade e o conforto do equipamento.

O alerta sobre os riscos à saúde no uso coletivo desse equipamento tem sido reforçado por especialistas. A Dra. Rafaela Mendonça, mestre e doutora pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), destacou em entrevista recente que o capacete é um equipamento de proteção individual e, portanto, deveria ser de uso exclusivo.

“Os microrganismos, que podem causar diversas doenças, estão presentes mesmo sem que possamos vê-los a olho nu. No serviço de mototáxi, o compartilhamento é inevitável, e o que nos preocupa são os riscos que isso traz à saúde. Acabamos de passar por uma pandemia e aprendemos muito sobre higiene e prevenção, mas, infelizmente, muitas dessas lições são esquecidas com o tempo”, afirmou.

Segundo a especialista, o ambiente quente e úmido dentro do capacete favorece o crescimento de fungos e bactérias, podendo causar micoses, infecções de pele e até alergias. Há também o risco de transmissão de vírus, como HPV e herpes simples, caso o usuário apresente pequenas lesões no couro cabeludo. “Além disso, existem as infestações parasitárias, como piolhos, que podem permanecer no forro interno do capacete, e as doenças respiratórias, como a Covid-19, caso o equipamento esteja contaminado”, acrescenta.

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