RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Corte Interamericana condena Brasil por desaparecimento forçado de trabalhador rural na Paraíba

A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil pelo desaparecimento forçado do trabalhador rural Almir Muniz da Silva, ocorrido em 2002, no estado da Paraíba. O trabalhador era conhecido por sua luta pelo direito à terra e por denunciar milícias rurais e a violência no campo antes de desaparecer. O anúncio da condenação foi feito na tarde desta terça-feira (11).

Em nota oficial, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o Estado brasileiro foi notificado sobre a sentença e que irá preparar um parecer para que as autoridades competentes tomem conhecimento da decisão e iniciem o cumprimento das medidas determinadas.

Almir Muniz da Silva foi visto pela última vez em uma estrada entre as Fazendas Veneza e Tanques, no município de Itabaiana. Na época, não houve registro imediato da denúncia nem qualquer investigação imediata para localizá-lo. O caso foi arquivado em 2009, sem um desfecho para a família da vítima.

Medidas determinadas pela Corte

A Corte Interamericana ordenou que o Brasil retome a investigação sobre o desaparecimento de Almir Muniz da Silva, reinicie as buscas pelo paradeiro da vítima e ofereça tratamento médico, psicológico e psiquiátrico aos familiares.

Também foi determinado que o Estado divulgue a sentença em diários oficiais e nas redes sociais de órgãos públicos. Além disso, o Brasil deverá realizar um ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional, apresentando desculpas oficiais pelo desaparecimento do trabalhador rural.

Outra medida estabelecida pela Corte é a adequação da legislação brasileira, de modo a tipificar o crime de desaparecimento forçado. O país também deverá criar e implementar um protocolo para a busca de pessoas desaparecidas e a investigação desses casos.

Proteção a defensores de direitos humanos

A Corte determinou que o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos seja revisado e fortalecido nos níveis federal e estadual. O Brasil também deverá elaborar um diagnóstico sobre a situação de defensores de direitos humanos no contexto dos conflitos agrários.

Além dessas medidas, o Estado brasileiro foi condenado ao pagamento de indenização por danos imateriais, além do reembolso de custas e despesas para os familiares da vítima.

A AGU, responsável pela defesa do Estado, afirmou que está em posse da decisão e que as medidas determinadas serão analisadas para cumprimento.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS