Mensagens da PF revelam Eduardo Bolsonaro xingando o pai após fala sobre Tarcísio: “Ingrato”

Mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) mostram que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enviou ofensas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após uma entrevista em que o ex-chefe do Executivo comentou sobre o conflito com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As mensagens fazem parte de diálogos analisados pela Polícia Federal e foram reveladas pelo Blog da Andréia Sadi, da GloboNews, nesta quarta-feira (20).

De acordo com o relatório, Eduardo demonstrou irritação pelas declarações de Bolsonaro. Em uma das mensagens, ele escreveu: “Eu ia deixar de lado a história do Tarcísio, mas graças aos elogios que você fez a mim no Poder 360 estou pensando seriamente em dar mais uma porrada nele, para ver se você aprende”.

Na sequência, o deputado enviou ao pai a frase: “VTNC SEU INGRATO DO CARALHO!”.

Críticas à entrevista e receio sobre impacto político

As mensagens também revelam que Eduardo se referiu a trechos da entrevista de Jair Bolsonaro. Segundo o relatório da PF, ele disse: “Se o IMATURO do seu filho de 40 anos não puder encontrar com os caras aqui, PORQUE VC ME JOGA PRA BAIXO, quem vai se fuder é vc E VAI DECRETAR O RESTO DA MINHA VIDA NESTA PORRA AQUI!”.

Ainda conforme o documento, as trocas de mensagens indicam que Eduardo demonstrava preocupação com o apoio do pai ao governador Tarcísio e com possíveis repercussões em sua atuação política nos Estados Unidos, onde reside atualmente.

O relatório aponta que o parlamentar considerava que as falas do ex-presidente poderiam comprometer sua posição e influência no exterior, chegando a se referir de forma pejorativa ao país: “E VAI DECRETAR O RESTO DA MINHA VIDA NESTA PORRA AQUI”.

Em nota de esclarecimento, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que sua atuação nos Estados Unidos não teve como objetivo interferir em processos no Brasil, mas sim defender o restabelecimento das liberdades individuais por meio da via legislativa, com foco no projeto de anistia em tramitação no Congresso. Ele criticou o relatório da Polícia Federal, dizendo que a corporação não identificou autores de um suposto crime e questionando por que autoridades americanas, como Donald Trump e Marco Rubio, não foram mencionadas.

Eduardo destacou que está protegido pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante liberdade de expressão, e classificou como “lamentável” o uso de conversas privadas entre pai e filho no inquérito. Por fim, declarou que, se lutar contra o que chamou de “ditadura brasileira” for considerado crime, assume a culpa.

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