Reportagem publicada pela revista “Crusoé” Foto: Divulgação
O
ministro Alexandre de Moraes voltou atrás quanto à determinação de tirar do ar as reportagens da revista “Crusoé” e do site “O Antagonista”, que citam o presidente do Supremo Tribunal Federal
(STF), Dias Toffoli, como tendo relação indireta com a empreiteira
Oderbrecht.
A
decisão de censurar os veículos havia sido tomada na última
segunda (15), e acabou sendo revogada nesta quinta-feira (18). Moraes
tinha estabelecido uma multa de R$ 100 mil por dia, caso as matérias
não fossem tiradas do ar, além de mandar a Polícia Federal ouvir
os responsáveis pela revista e pelo site em 72 horas.
Segundo
a reportagem da “Crusoé”, publicada na quinta-feira (11) e
intitulada “O amigo do amigo do meu pai”, esse era o codinome
utilizado por Marcelo Oderbrecht e outros representantes da empresa
para se referirem a Toffoli.
Marcelo
teria revelado a identidade do codinome em razão de um pedido de
esclarecimento feito pela PF. A informação consta justamente nos
autos da Operação Lava Jato, documento no qual a reportagem se
baseou.
“Diante
do exposto, revogo a decisão anterior que determinou ao site O
Antagonista e a revista Crusoé a retirada da matéria intitulada ‘O
amigo do amigo de meu pai’ dos respectivos ambientes virtuais”,
disse o ministro em um trecho do texto da decisão.
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