A Polícia Federal
cumpre na manhã desta quinta-feira (21) dois mandados de busca e
apreensão para apurar ataques e fake news contra ministros do
Supremo Tribunal Federal.
A operação ocorre
em Alagoas e em São Paulo. Os investigadores buscam tirar do ar as
contas nas redes sociais de dois dos autores identificados no caso e
visam recolher computadores e aparelhos usados por operadores
dessa rede.
+ Ex-presidente Michel Temer é preso pela Polícia Federal
Um guarda civil
metropolitano de Indaiatuba, no interior de São Paulo, e um advogado
já foram identificados pela equipe que atua no inquérito como
suspeitos de estarem por trás das ações.
O presidente do STF,
Dias Toffoli, instaurou o inquérito, que corre em sigilo, no
último dia 14, e designou o ministro Alexandre de Moraes seu
relator. Desde então, houve uma redução dos ataques
dirigidos aos ministros, segundo pessoas que acompanham o caso.
A iniciativa é uma
resposta a postagens e mensagens ofensivas dirigidas ao Supremo por
setores da sociedade, em parte incitadas por congressistas e
procuradores da operação Lava Jato.
Nesses ataques,
ministros são acusados de favorecerem a impunidade, quando não de
corrupção. Entre os alvos da apuração pela onda de virulência ao
STF estão Deltan Dallagnol e Diogo Castor, da força-tarefa
do Ministério Público da Lava Jato.
A decisão do
Supremo de abrir a investigação motivou críticas de procuradores e
reforçou o embate da corte com integrantes do Legislativo. Houve
críticas também dentro do próprio Supremo.
Na terça (19),
questionado sobre as críticas de membros do Ministério Público, o
ministro Alexandre de Moraes respondeu com uma expressão
jocosa usada no meio jurídico. “No direito, a gente fala
que é o ‘jus sperniandi’, o direito de espernear. Podem
espernear à vontade, podem criticar à vontade. Quem interpreta o
regimento do Supremo é o Supremo”, afirmou.
Em despacho inicial
no inquérito, Moraes afirmou que o objeto da investigação
inclui “o vazamento de informações e documentos sigilosos com
o intuito de atribuir e/ou insinuar a prática de atos
ilícitos por membros da Suprema Corte”.
O despacho desta
quarta-feira não menciona quais são os vazamentos, mas seu
teor foi entendido como um recado para agentes da Receita Federal que
supostamente vazaram, no mês passado, documentos sobre o ministro do
STF Gilmar Mendes e sua mulher, Guiomar.
A Receita Federal,
na ocasião, confirmou que abriu apuração interna e afirmou que não
pactua com “ilações de práticas de crimes”.
Folha de São Paulo
Leia Também:
+ Confira o que entra no catálogo da Netflix no mês de abril
+ Fim do primeiro lote de ingressos para a turnê de Sandy e Junior vira meme na web; veja
+ Ana Maria Braga provoca polêmica ao falar sobre ‘Desafio Momo’
+ Mulher descobre que ex-marido abusava da filha e queima partes íntimas dele
+ Fátima Bernardes surpreende e fala sobre separação com Bonner
+ Aposta única acerta as seis dezenas da Mega-Sena; confira os números

