Desde sua fundação em 2007, o selo Slap consolidou-se como um dos principais radares de novos talentos da música brasileira. Ao longo dos anos, a marca foi o berço de nomes como Silva e Tiago Iorc. Atualmente, a Som Livre dá um passo além na curadoria artística com o lançamento do slap sessions, um projeto que transforma o estúdio da gravadora em um cenário de experimentação e intimidade.
A proposta é simples na execução, contudo, profunda no impacto. Em suma, as sessões acústicas despem as canções de grandes produções para focar na interpretação e na essência autoral.
Melly: A Voz que Inaugura o Projeto
Para abrir os caminhos dessa nova fase, a escolhida foi a cantora e compositora Melly. No primeiro EP do projeto, lançado em 02 de março, a artista baiana apresenta cinco faixas que transitam entre seu repertório autoral e referências fundamentais.
Nesse sentido, o destaque absoluto fica para a releitura de “Eternamente”, clássico eternizado por Gal Costa. Além dessa homenagem, o setlist conta com:
- Despacha
- Azul
- Cacau
- Gaveta (Onironauta)
Além do Selo: Um Espaço de Colaboração
Apesar de levar o nome do selo, o slap sessions nasce com o espírito aberto à colaboração. O objetivo é receber não apenas os artistas da casa, mas também talentos de diversos nichos que busquem um registro orgânico.
Por consequência, o formato voz e violão atua como um “test-drive” da verdade artística. Dessa forma, o público consegue se conectar com a música em seu estado mais puro, longe dos beats eletrônicos.
“O slap sessions foi idealizado como um espaço de experimentação, propondo encontros que revelam novas camadas de interpretação”, afirma a equipe do selo.
O que vem por aí
Por fim, o projeto não para por aqui. A Som Livre já confirmou que o cronograma de gravações segue intenso ao longo de 2026. Portanto, o primeiro semestre promete manter o ritmo de lançamentos que fomentam a cena midstream e independente do Brasil.



