O homem acusado de tentar matar a própria companheira no bairro de Mangabeira, na zona sul de João Pessoa, será levado a júri popular na próxima segunda-feira (9). O caso ganhou repercussão pela gravidade das consequências sofridas pela vítima, que ficou paraplégica após ser baleada.
De acordo com informações apresentadas pela acusação, o crime ocorreu durante uma discussão e o suspeito teria efetuado cerca de seis disparos de arma de fogo. Um dos tiros atingiu a coluna vertebral da mulher, deixando um projétil alojado no local até hoje.
Em consequência da lesão, a vítima perdeu os movimentos das pernas e precisou deixar a Paraíba para dar continuidade ao tratamento médico. Desde então, ela passa por sessões intensivas de fisioterapia e acompanhamento especializado, na tentativa de melhorar a condição física. Apesar do esforço clínico, médicos avaliam que a recuperação completa é considerada improvável.
Segundo relatos do processo, o casal manteve um relacionamento por aproximadamente sete anos. O acusado chegou a prestar depoimento à Justiça de forma virtual, uma vez que não chegou a ser preso durante a investigação.
Durante o interrogatório, o homem admitiu ter efetuado os disparos, mas alegou que não tinha a intenção de atingir a companheira. Para a acusação, no entanto, ao disparar diversas vezes em direção às pessoas presentes no local, o réu assumiu o risco de provocar um resultado fatal, o que fundamenta a denúncia por tentativa de homicídio.
Outro ponto destacado no processo é que a mulher foi baleada na presença do próprio filho, circunstância considerada agravante pela acusação.
Com o julgamento marcado para esta segunda-feira, a expectativa é de que o júri popular analise as provas reunidas no processo e dê uma resposta judicial ao caso. A defesa e a acusação devem apresentar suas teses diante do conselho de sentença, que decidirá sobre a responsabilidade criminal do réu.



