Março Lilás reforça alerta sobre HPV e câncer de colo do útero

Durante entrevista ao programa Com Você, da TH+ SBT Tambaú, a ginecologista Dra. Wanuzia Miranda, especialista em patologias genitais e colposcopia, destacou que a campanha

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, dedicada à conscientização e prevenção do câncer de colo do útero. Durante entrevista ao programa Com Você, da TH+ SBT Tambaú, a ginecologista Dra. Wanuzia Miranda, especialista em patologias genitais e colposcopia, destacou que a campanha busca ampliar o debate sobre o HPV (Papilomavírus Humano), uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns do mundo.

Segundo a médica, o vírus está diretamente relacionado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

“O HPV hoje responde pelo câncer de colo uterino, câncer de vagina, vulva, canal anal e até tumores de cabeça e pescoço, envolvendo cavidade oral e orofaringe. Por isso ele é considerado um grande agente carcinogênico”, explicou.

Apesar da gravidade, a especialista lembra que a doença é altamente prevenível, principalmente por meio da vacinação e da realização periódica do exame preventivo.

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas entre 9 e 14 anos, e funciona como a principal forma de prevenção.

“Se todas as mulheres fizessem o exame de rastreamento e se vacinassem, nossa realidade seria bem diferente. Ainda temos muitos casos de câncer de colo de útero, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, afirmou.

HPV pode permanecer silencioso por anos; especialista alerta para importância do exame preventivo

Uma das características que tornam o HPV perigoso é a possibilidade de a infecção permanecer assintomática por longos períodos. De acordo com a ginecologista Dra. Wanuzia Miranda, muitas pessoas convivem com o vírus sem perceber.

“A não ser quando ele aparece em forma de verrugas genitais, que são mais visíveis, a maioria das infecções não apresenta sintomas. Em muitos casos o vírus está no colo do útero, na parede vaginal ou no canal anal e a pessoa só descobre quando faz exames”, explicou.

Por esse motivo, o exame preventivo (Papanicolau) continua sendo fundamental para a detecção precoce de lesões.

As diretrizes brasileiras recomendam que mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual realizem o exame anualmente. Caso dois exames consecutivos apresentem resultados normais, o intervalo pode passar a ser de três anos.

A especialista ainda destacou que novas tecnologias de rastreamento devem ser adotadas no país nos próximos anos.

“O rastreamento tende a evoluir para exames de biologia molecular capazes de identificar diretamente o vírus. Quando esse teste der negativo, o intervalo de repetição poderá chegar a cinco anos”, explicou.

Vacina contra HPV não estimula início da vida sexual, afirma ginecologista

Desde que foi incorporada ao calendário de vacinação do SUS, a vacina contra o HPV já gerou debates e até resistência por parte de alguns pais. No entanto, especialistas reforçam que a imunização tem objetivo exclusivamente preventivo.

Durante participação no programa Com Você, a ginecologista Dra. Wanuzia Miranda afirmou que a vacinação não tem relação com incentivo à iniciação sexual.

“Essa discussão surgiu quando a vacina passou a ser oferecida nas escolas, mas não tem nada a ver. Estamos prevenindo um câncer que pode ser evitado”, explicou.

A médica também ressaltou que, quando aplicada antes do início da vida sexual, a vacina apresenta altíssima eficácia.

Mesmo pessoas que já tiveram contato com o vírus podem se beneficiar da imunização, embora a proteção possa ser menor dependendo do tipo viral envolvido.

Além disso, ela destacou que homens também devem ser vacinados, já que o vírus pode causar diferentes tipos de câncer e facilitar a transmissão.

“Quando mais pessoas estão imunizadas, temos o chamado efeito rebanho, reduzindo a circulação do vírus”, disse.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS