João Pessoa tem a segunda maior alta do país no preço da cesta básica

O aumento coloca a capital paraibana entre as seis cidades com maior elevação no preço da cesta básica em fevereiro

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Com o salário mínimo em R$ 1.621, o trabalhador precisou trabalhar 82 horas e 18 minutos para comprar a cesta básica em janeiro de 2026
Foto: Reprodução

Em fevereiro, o custo da cesta básica em João Pessoa registrou alta de 2,03%, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O aumento coloca a capital paraibana entre as seis cidades com maior elevação no mês. O maior salto foi registrado em Natal (3,52%), seguida por Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%).

Entre as capitais que tiveram queda no preço da cesta básica, Manaus liderou com recuo de 2,94%, seguida por Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).

No acumulado do ano, 25 capitais registraram alta nos preços dos alimentos essenciais, com destaque para Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as únicas cidades que apresentaram retração no período.

O feijão puxou a alta da cesta básica em fevereiro, subindo em 26 estados. Boa Vista foi a única exceção, com queda de 2,41%. Já Campo Grande registrou aumento de 22,05%, devido à oferta limitada e à redução da área de plantio.

A carne bovina de primeira também subiu em 20 cidades, pressionada pela menor disponibilidade para abate e pelo bom desempenho das exportações.

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