O calendário eleitoral já começa a pressionar os bastidores da política paraibana. A menos de 25 dias do prazo de desincompatibilização — período em que agentes públicos precisam deixar cargos para disputar as eleições de 2026 —, conversas sobre saídas de funções, montagem de chapas e rearranjos partidários ganham intensidade no estado.
Com a proximidade do prazo, secretários, gestores e ocupantes de cargos estratégicos passam a avaliar se permanecem nas funções ou se deixam os postos para entrar de vez na disputa eleitoral.
Embora a corrida pelo Governo da Paraíba concentre grande parte das atenções, os efeitos do calendário eleitoral vão além da formação da chapa majoritária.
Partidos também intensificam articulações para a composição das chapas proporcionais, negociações internas e reorganização de alianças em municípios, pensando no fortalecimento das estruturas para a eleição estadual.
No cenário atual, dois nomes aparecem como polos de articulação na disputa pelo governo: o vice-governador Lucas Ribeiro e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.
Com o prazo cada vez mais próximo, qualquer movimento político passa a ter peso maior nos bastidores.
Filiações partidárias, exonerações, agendas em Brasília ou declarações públicas deixam de ser vistas apenas como sinalizações e passam a ser interpretadas como peças concretas da engrenagem eleitoral que começa a se formar para 2026.
Nos próximos dias, a expectativa é que novas decisões sejam anunciadas, redesenhando o mapa político do estado antes do prazo final de desincompatibilização.



