Giovani Cidreira é a atração da 15ª edição do Tiny Desk Brasil. Expoente da música pop de invenção brasileira contemporânea, o artista soteropolitano se apresentou na mesinha e o show já está disponível no canal no YouTube.
O episódio imerge na obra do artista e evidencia sua versatilidade e singularidade, em momentos voz e violão; ao lado do guitarrista e produtor Benke Ferraz (Boogarins) ou com sua banda completa, formada por Benke ao lado de Filipe Castro (percussão), Kainã do Jêje (bateria), Cuca Ferreira (saxofone), Gabrielle Faustino (trompete) e Pedro BIenemann (baixista). Perenemente marcado por emoção, intensidade e brilho vocal, o repertório traz músicas autorais, como “Saudade de Casa” e “Última Vida Submarina”, em versões especialmente pensadas para o escritório nacional do projeto.
“Estou muito feliz, alegre mesmo, de estar aqui. Todos meus amigos também estão. Neste lugar que é uma referência pra gente. Que a gente assiste, gosta e acompanha já há muito tempo. É um acontecimento pra quem trabalha com música todo dia e sabe como é difícil. Esse momento passa rápido mas é engrandecedor. Foi uma coisa que realmente tá rolando ainda. Ainda estou cheio de raios saindo de mim!”, entusiasma-se Giovani, logo após apresentar seu inspirador roteiro sonoro na mesinha brasileira.

Cantor, compositor e instrumentista nascido na periferia de Salvador, Giovani Cidreira constrói um universo musical marcado por intensidade interpretativa e forte expressão lírica. Sua obra atravessa a canção popular brasileira em diálogo com ritmos afro-brasileiros, sonoridades pop e elementos eletrônicos, com linguagem própria, que articula, com singularidade, tradição e invenção na canção contemporânea.
O impacto de seu álbum de estreia, “Japanese Food” (2017), revelou imediatamente um artista de identidade rara e forte presença cênica. Desde então, todos seus discos passaram a figurar entre os destaques da crítica e as indicações de prêmios como o APCA, consolidando uma discografia celebrada pela coerência e inventividade de seus sete registros.
Reconhecido tanto pela profundidade emocional quanto pelo senso de invenção estética, Giovani ampliou seu universo criativo em “Nebulosa Baby” (2021). O projeto que integrou música, imagem e performance estabeleceu sua reputação como criador de universos sonoros e visuais coesos. Sua inclinação conceitual destaca-se novamente em “Carnaval eu Chego lá” (2024), álbum no qual legado e reinvenção dialogam de forma viva



