Um agente de trânsito foi ameaçado e quase atropelado durante uma fiscalização na Rua Doutor Moacir Rodrigues Neto, em Bragança Paulista. O caso aconteceu enquanto equipes da Secretaria de Mobilidade Urbana atuavam para coibir veículos estacionados irregularmente sobre o passeio público, situação que prejudicava a passagem de pedestres.
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De acordo com o boletim de ocorrência, os agentes aplicavam multas quando o proprietário de um dos veículos se aproximou para questionar a autuação. Após ser informado sobre a irregularidade, o homem entrou no carro e arrancou de forma brusca em direção a um dos agentes, que precisou desviar para não ser atropelado.
Não satisfeito, o motorista desceu do veículo e avançou novamente contra o servidor, mas foi impedido por pessoas que estavam no local. Segundo o agente, o homem não tinha habilitação.
Após a confusão, o motorista foi localizado e levado à delegacia para prestar depoimento.
O caso reacende o debate sobre a violência contra agentes de trânsito na região. Em setembro de 2025, um motorista agrediu servidores em Atibaia após ser abordado por trafegar na contramão. Na ocasião, o homem saiu do veículo e partiu para cima dos agentes.
Comerciantes reclamam de falta de diálogo
No bairro Jardim Novo Mundo, onde ocorreu o incidente, comerciantes afirmam que o estacionamento existe há cerca de 40 anos e que nunca houve problema. Eles reclamam da falta de orientação da Prefeitura antes do início das fiscalizações.
O supermercado local chegou a imprimir placas informais alertando sobre a proibição de estacionar, mas a sinalização não tem validade legal. A gerência do estabelecimento afirma que já acumula um prejuízo estimado em R$ 500 mil em vendas desde o começo do ano por conta das autuações.
“Eu acho que deveria chamar o proprietário do mercado, já que tem que mudar alguma coisa, vamos chamar ele, chamar os comerciantes, vamos fazer essa adequação”, disse um comerciante.
O agente de trânsito afirmou que a notificação foi feita de forma oral e que, enquanto isso, as fiscalizações continuam, pois as leis de trânsito devem ser respeitadas.






