O empate sem gols entre a Associação Esportiva Araçatuba (AEA) e o Comercial de Ribeirão Preto, na tarde deste sábado (14), terminou em um caso de racismo no Estádio Adhemar de Barros, em Araçatuba (SP). Após o apito final, o árbitro Silvio Renato Silveira acionou o protocolo antirracismo da Federação Paulista de Futebol (FPF) devido a ofensas proferidas contra atletas do time visitante por um torcedor, na verdade o pai de um jogador da AEA, que acabou preso.
Ao fim do jogo, uma confusão se formou entre jogadores do Comercial e torcedores da AEA. Durante o tumulto, um atleta da equipe visitante relatou ter sido alvo de ofensas racistas. O árbitro e o diretor de jogo da FPF também afirmaram ter ouvido o suspeito chamar jogadores do Comercial de “preto bosta” e “macaco”.
Policiais militares identificaram e abordaram o suspeito ainda nas dependências do estádio. Todas as partes foram conduzidas à Central de Flagrantes para as providências de polícia judiciária. A autoridade policial ratificou a voz de prisão, e o suspeito permanece preso à disposição da Justiça.
Caso pode acarretar sanções à AEA
A assessoria do Comercial informou que um goleiro e o preparador de goleiros do clube foram à delegacia para registrar a ocorrência. O caso também será detalhado na súmula oficial da partida, o que pode acarretar sanções ao clube mandante junto à FPF.
Racismo é crime inafiançável
Racismo é crime inafiançável e imprescritível, previsto na Lei n.º 7.716/1989, com pena de reclusão de dois a cinco anos.
Zona de rebaixamento
Com o empate em 0 a 0, a AEA chegou a apenas 5 pontos e entrou na zona de rebaixamento da Série A4. A equipe ocupa a penúltima colocação, à frente apenas do Nacional, lanterna da competição com 1 ponto conquistado.



