Há um mês a família do eletricista Alex Rodrigo Nascimento, de 42 anos, vive uma angústia sem fim. Ele está desaparecido desde o dia 21 de fevereiro, quando deixou o hospital onde estava internado em Araras para tratar um quadro grave de depressão.
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Alex tem dois filhos, uma menina de 2 anos e um menino de 6. O mais velho pergunta pelo pai todos os dias. A esposa, Natália Nascimento, conversou com a equipe da TH+ e contou o desespero da família. As buscas começaram depois que ela foi informada pelo hospital sobre a saída de Alex.
Segundo Natália, a família conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostram Alex minutos após deixar o hospital.
“Você recebe uma ligação num dia que era para você receber uma ligação para passar uma atualização do quadro, ligam falando que a pessoa simplesmente sumiu, que saiu do hospital. A gente fica sem chão, perdido”, disse.
Ela conta que a rotina mudou completamente. “A cada dia que passa, a dor aumenta, a saudade também, a incerteza sobre onde e como ele está. Tenho meus dois filhos pequenos, que eu ainda tenho que manter a rotina deles, horário de escola, para não deixar isso afetar tanto eles.”
Natália pede ajuda para encontrar Alex. “As fotos que estão sendo divulgadas, eu não sei como ele está hoje. De repente com barba, maior ou menor, mas o que não tem como perder é a tatuagem no braço direito. Se alguém ver, entre em contato com a família ou com a polícia. É uma pessoa que precisa de ajuda. Estamos desesperados por uma notícia.”
Em nota o Hospital São Leopoldo Mandic informou:
“Esclarecimento sobre Atendimento e Evasão de Paciente
O Hospital São Leopoldo Mandic, em referência ao episódio envolvendo paciente desta instituição, ocorrido no dia 21 de fevereiro, vem a público esclarecer que o referido paciente foi admitido na unidade hospitalar, conduzido por seus familiares. Após o atendimento inicial, foi devidamente avaliado pela equipe médica, sendo constatado, na manhã do dia 21 de fevereiro, que se encontrava lúcido, orientado e plenamente capaz de exercer sua autonomia quanto à aceitação ou recusa do tratamento proposto.
Esclarecemos que esta instituição não realiza internações com caráter de privação de liberdade. As internações hospitalares possuem natureza exclusivamente terapêutica, não sendo restritivas de direitos, em conformidade com a legislação vigente.
Diante de sua condição clínica e de sua capacidade de autodeterminação, o paciente poderia, por manifestação de vontade própria, recusar o tratamento indicado e optar por deixar a unidade hospitalar.
O hospital adotou todos os trâmites legais previstos nas normativas técnicas, pareceres e legislação aplicável, mantendo-se, desde então, à disposição da família para prestar apoio profissional e colaborar, dentro de suas atribuições institucionais, no que for possível para a localização do paciente.
A Direção
Hospital São Leopoldo Mandic”







