IFPB desenvolve revista gratuita que orienta crianças e adolescentes sobre abuso sexual

Com 22 páginas, a revista traz jogos voltados ao público infantil e adolescente, com temas relacionados ao abuso sexual de maneira lúdica

ABRH -PB
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A Associação Brasileira de Recursos Humanos da Paraíba (ABRH-PB) foi fundada em 8 de março de 1978 e é afiliada à ABRH-Brasil, que reúne 21 seccionais nas mais importantes regiões do país. Desvinculadas juridicamente e independentes, as seccionais são integradas na missão de promover o desenvolvimento e disseminação de conhecimento nas organizações, através dos seus profissionais de RH e gestores de pessoas por meio de eventos, pesquisas, networking e troca de experiências de boas práticas, contribuindo para uma melhoria socioeconômica em nosso Estado.
Foto: Divulgação/IFPB

Um projeto de extensão desenvolvido pelo Campus Sousa do Instituto Federal da Paraíba, vinculado ao Ministério da Educação (MEC), tem contribuído para a prevenção e o combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes no estado. A iniciativa utiliza a revista em quadrinhos Turma d’Agente como ferramenta educativa.

A publicação, que está em circulação há quatro anos, é distribuída em escolas públicas da região e durante visitas de agentes comunitários de saúde. Segundo os organizadores, o material já possibilitou a identificação de situações de possível abuso e a realização de denúncias de violência contra menores.

O projeto adota uma licença aberta, permitindo que educadores e interessados de todo o país imprimam exemplares e compartilhem as informações de forma gratuita.

Com 22 páginas, a revista apresenta jogos voltados ao público infantil e adolescente, abordando temas relacionados ao abuso sexual de maneira lúdica. O conteúdo inclui orientações sobre o papel do Conselho Tutelar e os canais de denúncia anônima, além de passatempos como caça-palavras e jogos de tabuleiro, buscando tornar a informação acessível para a faixa etária.

“Nós testamos o jogo dessa edição da revista em uma escola pública escolhida aleatoriamente no município de Sousa. A gente teve um resultado incrível em relação à interação e à reflexão que o material despertou. Minutos depois que realizamos o teste, dentre aquelas crianças que estavam ali, tivemos algumas que se perceberam vivendo aquela situação — elas identificaram que o que estavam vivendo em casa não era normal, era abuso. Então, procuraram a escola e os casos foram encaminhados ao Conselho Tutelar”, relatou a coordenadora do projeto, professora Rackynelly Alves. 

O projeto chamou a atenção do Ministério Público da Paraíba e do Tribunal de Contas do Estado por ser um instrumento pedagógico eficaz e de grande relevância diante do aumento dos casos de abuso no país.

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