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Operação prende suspeitos de crimes contra mulheres na Paraíba

Ação da Polícia Militar ocorre em várias cidades e integra o Dia D de combate à violência contra a mulher

Foto: Divulgação

A Polícia Militar da Paraíba realiza, desde as primeiras horas desta sexta-feira (27), a segunda edição da Operação Escudo Lilás, com 26 mandados de prisão expedidos contra suspeitos de crimes contra mulheres em diferentes cidades do estado. Até o início da manhã, as equipes prenderam cinco pessoas.

Equipes atuam em João Pessoa, Cabedelo, no litoral sul e no litoral norte, além de outros municípios paraibanos. Os detidos na região metropolitana seguem para a Cidade da Polícia, no bairro do Geisel, onde passam pelos procedimentos legais.

Segundo a capitã Suellen, da Patrulha Maria da Penha, entre os cinco presos, quatro respondem por falta de pagamento de pensão alimentícia e um por estupro de vulnerável. “Desses cinco aqui, a princípio nós vimos quatro por pensão alimentícia e um por estupro de vulnerável”, afirmou. A oficial informou que a operação ainda segue em andamento e que as equipes continuam nas ruas para tentar cumprir todos os mandados expedidos. “A operação ainda está acontecendo, estamos na tentativa do cumprimento dos mandados”, disse.

A Polícia Militar iniciou a operação no dia 1º de março com o objetivo de intensificar o combate à violência doméstica e ampliar a proteção de mulheres em situação de risco. Desde o início das ações, as equipes já conduziram 450 agressores à Justiça, sendo 42 deles por meio de mandados de prisão.

A estratégia também inclui monitoramento preventivo de mulheres com medidas protetivas. Em João Pessoa, as equipes realizaram 2.215 rotas de acompanhamento. Em Campina Grande, foram 1.711 rotas, enquanto Guarabira registrou 1.465 e Cajazeiras somou 1.939 ações de monitoramento.

A capitã destacou que a operação também tem caráter preventivo e depende da participação da população. “A mulher não está sozinha. A Polícia Militar está preparada para apoiar, mas contamos também com as denúncias, que são muito importantes para que possamos fazer o nosso trabalho”, afirmou. Até o momento, não houve registro de resistência durante as prisões, e a corporação ainda levanta informações sobre possíveis antecedentes dos suspeitos detidos.

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