Nesta série, aprendemos com Raimundo, Jesus e Sandra que a rua pode até tirar o teto, mas não consegue tirar a essência de quem decide lutar. Foram três episódios, três histórias e três inspirações.
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O trabalho foi o fio condutor destas três jornadas. Para o seu Raimundo, aos 66 anos, o semáforo é o que o mantem vivo. Transformando o pano de chão, em dignidade. Para Jesus, as ferramentas são o passaporte para o respeito da vizinhança. Um esforço para vencer a dependência, que tenta silenciá-lo. Para Sandra, a faxina, a venda na rua e outros ‘bicos’ serviram de degraus para sair do chão frio da rua, e encontrar o quentinho da cama no seu próprio canto.
Mas, a rua também é feita de cicatrizes. Acompanhamos a dor de um pai, que não tem mais contato com os filhos. O trauma de um homem, que foi confundido com um criminoso. E a dor de uma mãe agredida pelo próprio filho, que precisou fugir para se salvar.
A superação também foi marcada nesses três episódios. A vitória contra o câncer, o vício vencido e muito, mas muito trabalho.
A série ‘Rostos da Rua’ termina hoje, mas a lição, é permanente. A vulnerabilidade de quem está pelas ruas é apenas uma condição, não um caráter. Eles nos mostraram que por trás das mercadorias, habita um ser humano, Com sentimentos, sonhos, anseios, e principalmente, a vontade de ser alguém. Eles não querem apenas um prato de comida. Querem ser vistos, ouvidos e respeitados.






