Quem precisa comprar remédios a partir desta quarta-feira, 1º de abril, pode encontrar preços mais altos nas farmácias. O reajuste anual dos medicamentos entra em vigor na data, com aumento estimado entre 1,13% e 3,81%, segundo o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos). A média esperada é de 1,95%.
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O percentual é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), ligada à Anvisa, e atinge cerca de 13 mil produtos. O cálculo leva em conta a inflação e outros fatores do setor.
O aumento não é imediato
Apesar de o reajuste valer a partir de 1º de abril, o consumidor pode não perceber a mudança de imediato. Isso porque o aumento incide sobre o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), e não sobre o preço praticado pelas farmácias. A concorrência entre os estabelecimentos pode fazer com que o aumento demore meses ou nem aconteça em alguns casos.
“O consumidor deve pesquisar os preços nas farmácias e drogarias antes de comprar o medicamento prescrito”, orienta Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma.
Quem fica de fora
Fitoterápicos, medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência e remédios homeopáticos não seguem a regra de reajuste da Cmed.
O farmacêutico André Martins explica que o aumento, na prática, pode ser pequeno em itens de menor valor. “Um remédio que custa R$ 20, com aumento de 3%, vai para R$ 20,60. Não é um salto que vai pesar tanto no bolso, mas o consumidor deve ficar atento”, afirmou.
A orientação é pesquisar os preços em diferentes estabelecimentos e, sempre que possível, optar por medicamentos genéricos, que costumam ter valores mais competitivos.







