Um ato de heroísmo marcou a noite do dia 17 março do socorrista Adilson Pereira de Azevedo, de 39 anos, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de São Vicente.
Adilson havia ido até a base do SAMU para resolver questões técnicas em uma viatura. Quando finalizou o serviço, uma mãe chegou correndo à base do SAMU, desesperada, com seu bebê nos braços. O bebê estava engasgado, sem respirar e com os lábios roxos. “Eu já tinha ido embora, mas precisei voltar para verificar a manutenção da viatura. Quando terminamos, a mãe apareceu pedindo socorro”, conta Adilson.
Adilson nunca havia atendido um caso de engasgo envolvendo um recém-nascido: “Já passei por várias situações em serviço, mas com um bebê tão pequeno, a responsabilidade é ainda maior”.
Com a experiência adquirida ao longo dos anos, ele rapidamente iniciou os procedimentos necessários para desobstruir as vias respiratórias do bebê: “Utilizei a manobra de Heimlich. Foi um momento de tensão, mas, ao mesmo tempo, não dava para hesitar. Eu sabia o que precisava ser feito. O treinamento me deu a calma necessária para agir rapidamente”.
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Após alguns segundos, o bebê voltou a respirar: “Foram poucos segundos, mas parecia uma eternidade. Quando ele voltou a respirar, foi um alívio enorme para todos, principalmente para a família”.
A mãe e o pai do bebê estavam extremamente assustados, e a reação ao ver o filho se recuperando foi de pura emoção: “Eles choraram, se abraçaram. Foi um momento de alívio e gratidão”, diz Adilson, emocionado pela cena.
Esse atendimento marcou profundamente o socorrista, não apenas como profissional de saúde, mas também como pai: “Eu sou pai de filhos pequenos, então me coloquei no lugar daquela mãe. É um sentimento difícil de descrever. Esse tipo de situação reforça o propósito da nossa profissão e a importância do nosso trabalho”.
Embora o episódio tenha sido desafiador, Adilson reafirma a importância de manter a calma em situações de emergência. Ele também destaca que os pais devem sempre buscar ajuda rápida, ligando para o SAMU (192) assim que possível: “O mais importante é agir rapidamente, mas com calma. O desespero pode atrapalhar, então procurar ajuda imediata é essencial”.



