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Paraíba adota nova estratégia de borrifação residual e amplia combate às arboviroses a partir desta terça (7)

A ação ganha reforço a partir desta terça-feira (7), quando a capacitação segue para outros municípios do estado, ampliando o alcance das medidas.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou, nesta segunda-feira (6), em João Pessoa, uma qualificação para implementação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) e do BRI Aedes, novas estratégias voltadas ao enfrentamento de doenças transmitidas por vetores. A ação ganha reforço a partir desta terça-feira (7), quando a capacitação segue para outros municípios do estado, ampliando o alcance das medidas.

O treinamento, realizado no auditório da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), reúne profissionais da vigilância ambiental, entre coordenadores e agentes de combate às endemias, com foco em tornar o combate a mosquitos e outros vetores mais ágil, eficiente e direcionado.

A técnica da borrifação residual consiste na aplicação de inseticidas de ação prolongada em superfícies onde os mosquitos costumam pousar, como paredes. Ao entrar em contato com essas áreas, o vetor é eliminado, o que contribui para a redução da transmissão de doenças como dengue, chikungunya, zika, doença de Chagas e leishmanioses.

Segundo o gerente operacional de saúde ambiental da SES, Luiz Almeida, a qualificação atualiza os profissionais conforme as diretrizes nacionais mais recentes, fortalecendo o controle vetorial no estado. “Estamos trazendo uma atualização importante que reforça o enfrentamento não só das arboviroses, mas também de outros agravos relevantes”, afirmou.

A partir desta terça (7) e também na quarta-feira (8), a capacitação será levada a municípios da 12ª Gerência Regional de Saúde (GRS). Já na quinta (9) e sexta-feira (10), as atividades acontecem na 2ª GRS, com sede em Guarabira.

De acordo com o chefe do Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia da SES, Nilton Guedes, a iniciativa busca padronizar a aplicação dos inseticidas, garantindo maior efetividade no controle dos vetores, além de segurança para os profissionais e uso racional dos insumos.

A programação inclui atividades teóricas e práticas, com orientação sobre borrifação residual, uso de ovitrampas — armadilhas para monitoramento do mosquito Aedes aegypti — e da Estação Disseminadora de Larvicida, tecnologia voltada à eliminação de larvas.

A ação conta com apoio do Ministério da Saúde, responsável pelo fornecimento dos inseticidas, enquanto o Governo da Paraíba realiza a distribuição dos insumos e a capacitação das equipes. A meta é alcançar os 223 municípios paraibanos, fortalecendo de forma integrada as ações de vigilância ambiental em todo o estado.

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