A Câmara Municipal de Campinas aprovou na noite de quarta-feira, 8 de abril, o projeto que prorroga os atuais contratos do transporte público coletivo por mais dois anos. A votação aconteceu em primeiro turno com 25 votos a favor e 6 contra.
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Inicialmente, a Prefeitura havia proposto a prorrogação por três anos, mas os vereadores reduziram o prazo. O contrato atual vence no dia 29 de abril. A prorrogação foi necessária para garantir que a cidade não fique sem transporte enquanto a nova licitação não é concluída.
A decisão acontece mesmo após uma licitação bilionária que definiu as empresas que devem assumir o transporte pelos próximos anos. O Consórcio Grande Campinas vai operar o Lote Norte (regiões Norte, Oeste e Noroeste). A Sancetur vai operar o Lote Sul (regiões Leste, Sul e Sudoeste). A transição estava prevista para levar entre 11 e 14 meses, mas agora ganha mais tempo.
Enquanto isso, denúncias sobre as empresas vencedoras da licitação são investigadas. Documentos apontam um crescimento expressivo do capital social das empresas, e há dúvidas sobre a capacidade financeira delas. A equipe de reportagem foi até os endereços registrados nos documentos. No local indicado como residência de uma das sócias, o que aparece é uma casa simples, com uma placa de “vende-se gelinhos”. O endereço informado como sede da empresa fica em uma área residencial, sem identificação visível de estrutura empresarial.
Vereadores de oposição criticaram a prorrogação. “A Prefeitura queria três anos, mas os vereadores não concordaram. O transporte em Campinas está um caos”, disse o vereador Bene Lima. A vereadora Mariana Conti afirmou: “A empresa que assumiu tem denúncias e um histórico ruim em outras cidades. Nós podemos esperar que, nesses dois anos, o transporte vai piorar ainda mais.”
Enquanto isso, nas ruas, a realidade segue a mesma: superlotação, atrasos e ônibus quebrando. “Tá péssimo. Superlotado, ônibus quebrando, não tem qualidade”, reclamou uma usuária.
O projeto ainda precisa passar por segunda votação na Câmara. A Prefeitura e a Emdec acompanham o processo. A expectativa agora é pela entrada das novas empresas, mas a dúvida permanece: se o problema atual ainda não foi resolvido, o futuro pode trazer solução ou mais incerteza?







