A Prefeitura de João Pessoa ampliou a vacinação contra o HPV e incluiu um novo grupo prioritário formado por mulheres com lesões cervicais de alto grau. A Secretaria de Saúde orienta que esse público realize a imunização após procedimentos no colo do útero, com esquema de três doses. As mulheres diagnosticadas com NIC 2, NIC 3 ou adenocarcinoma in situ podem receber a vacina independentemente da idade. O protocolo recomenda a aplicação no mesmo ano do procedimento, com intervalo de zero, dois e seis meses entre as doses.
Os dados de vacinação mostram crescimento na cobertura entre meninas e adolescentes na capital. Em 2024, a rede municipal aplicou 3.628 doses em meninas. Em 2025, o número subiu para 4.497, o que indica avanço na proteção feminina. Em 2026, até 10 de março, João Pessoa registrou 984 doses aplicadas em meninas. O número supera o total de doses em meninos no mesmo período, que chegou a 951 aplicações. A Secretaria de Saúde também mantém a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos. A ação busca ampliar a cobertura entre adolescentes que não receberam a vacina na idade recomendada.
O chefe da Seção de Imunização, Fernando Virgolino, afirmou que as equipes intensificam a busca ativa em escolas e unidades de saúde. “A estratégia amplia a cobertura e alcança quem não recebeu a vacina no período ideal”, disse. A vacinação contra o HPV integra o calendário de rotina para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, com dose única. A rede municipal também atende grupos prioritários, como pessoas imunossuprimidas, pacientes oncológicos e vítimas de violência.
O HPV está associado a diversos tipos de câncer, principalmente o de colo do útero, que afeta diretamente as mulheres. A vacina reduz a circulação do vírus e previne complicações ao longo da vida. As unidades de saúde da família, policlínicas e pontos móveis disponibilizam a vacina em diferentes horários. A população pode procurar atendimento com documento pessoal, cartão do SUS e caderneta de vacinação. As mulheres que integram o novo grupo prioritário devem apresentar prescrição médica e comprovação do diagnóstico para garantir o acesso à imunização.



